‘Eu quero quero ter meus quatro filhos de volta’.
Um caso com todos os ingredientes para uma boa trama de novela. Uma mãe que perdeu a guarda de seus quatro filhos, sendo que três deles foram adotados e podem ter sido levados para a Itália.
Esse seria o enredo de qualquer folhetim televisivo se não fosse a história real da vida de Cintia Baptista. Para ela, o Dia das Mães é uma data triste. “Eu só quero ter os meus filhos de volta.”

Mãe mostra foto dos filhos: Mariana, Emilene e os gêmeos Alexsander e Alessandra
Toda a história aconteceu há quatro anos, quando Cintia enfrentava problemas com a bebida. “Eu era alcoólatra e o Conselho Tutelar levou os meus filhos porque eu estava sem condições de cuidar deles”, lembra.
Depois disso, ela decidiu abandonar o vício com o propósito de recuperar a guarda das crianças. Era uma menina de 12 anos (Mariana), outra de quatro (Emilene) e um casal de gêmeos de um ano (Alexsander e Alessandra).
Aos poucos, a vida de Cintia foi mudando. Ela começou a recolher materiais recicláveis para se sustentar e passou a fazer um tratamento para combater o alcoolismo. “Desde então eu não coloco uma gota de álcool na boca.”
Todas as crianças foram levadas a um abrigo para menores de Sorocaba, o Lar Refúgio, mas somente uma das filhas conseguia visitar a mãe. Só que, em um dos contatos da filha, a notícia foi ruim. Ela contou que seus irmãos haviam sido adotados e estavam sendo levados para a Itália. “Depois desse dia eu entrei em depressão, não consigo imaginar como posso ficar longe dos meus filhos”, diz. O BOM DIA tentou entrar em contato com Mariana, mas não conseguiu autorização da instituição responsável.
Com a foto dos gêmeos nas mãos, Cintia fala que sonha com o dia que poderá levar os filhos à escola e que tem o quarto das crianças preparado.
Advogado entra com recurso judicial
Assim que perdeu a guarda dos quatro filhos, Cintia Baptista entrou em uma briga judicial que ainda não terminou. Ela perdeu a causa nas duas primeiras instâncias e tenta agora mais um recurso para provar que tem condições de criar as crianças.
Agora o caso está sob os cuidados do advogado Paulo Rogério Gasparian, o terceiro contratado pela mãe. “Eu vou entrar com uma ação rescisória no Tribunal de Justiça”, explica. “O objetivo é provar que houve falhas no processo.”
O advogado explicou ainda que testemunhas disseram que o marido de Cintia também era alcoólatra, o que, comprovadamente, não é verdade. “Temos de nos apegar a alguns detalhes para conseguir um parecer favorável do juiz”, analisa.
Mesmo com todo o esforço feito até agora, Paulo Rogério deixa claro que é muito difícil que Cíntia consiga voltar ter seus filhos por perto. “Existe uma possibilidade pequena e é com ela que vamos trabalhar até o fim”, comenta.
Fonte: Jornal Bom Dia Sorocaba


























