Números de estupros contra as mulheres da PB crescem 43,75%
O número de casos de estupros contra mulheres, na fase adulta, bem como crianças e adolescentes, cresceu 43,75% na Paraíba, no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Foram registrados 46 estupros este ano, contra 32 no ano anterior. Os dados, levantados pelo Centro da Mulher 8 de Março, têm como referência apenas os casos tornados público através da imprensa.
Além da violência sexual, os casos de violência doméstica também aumentaram. Se tomarmos como base apenas os números de tentativa de homicídio, nos seis primeiros meses deste ano foram registrados 28 ocorrências, contra 20 no passado, o que revela um crescimento de 40% dos casos. Desde janeiro até junho, já foram 44 agressões e 23 homicídios.
No dia-a-dia, os números podem ser ainda maiores do que indica o levantamento do Centro da Mulher 8 de Março. De acordo com a coordenadora do Centro, Valquíria Alencar, estes números dão maior visibilidade ao problema e mostram o crescimento do número de denúncias, contudo, ainda a violência contra a mulher, na grande maioria, não chega a ser denunciada.
Os agressores ainda continuam sendo na sua maioria companheiros e ex-companheiros das vítimas. Eles não se limitam a determinadas classes sociais ou profissões específicas. “A violência acontece em todos os tipos de classe”, afirmou Alencar.
Para a coordenadora do Centro, uma das reivindicações mais urgentes de quem luta por políticas públicas a favor da mulher é a criação do Juizado da Violência Doméstica Familiar. “Esperamos que o Tribunal de Justiça ultime os procedimentos para a implantação do Juizado. Com isto, poderemos acompanhar e monitorar os julgamentos de violência contra a mulher”, salientou Valquíria Alencar.
Um dos casos mais emblemáticos, no primeiro semestre deste ano, aconteceu em Campina Grande, no mês de março. Uma adolescente de apenas 15 anos, residente no bairro do Novo Horizonte, foi vítima de tortura no interior de sua residência. O companheiro da menina, o agricultor J.M.S.S., 29 anos, ferrou as suas iniciais na barriga da vítima, em seguida, obrigou que ela tomasse leite quente. Foram utilizadas três ferraduras, com as letras J.M.S. Como se não bastasse, ele, ainda, fugiu com o filho do casal de apenas dois meses de idade.
Na ocasião, a adolescente relatou que o acusado iniciou uma discussão após ela ter ido até a residência de uma vizinha. As agressões físicas começaram ainda na rua. Ao entrar na residência do casal, o acusado obrigou que a menor entrasse no banheiro e começou a desferir socos e pontapés. Logo após, ele se dirigiu até a cozinha e esquentou a ferradura da letra J e ao retornar ao banheiro queimou a vítima. Ele ainda efetuou um golpe de faca no pescoço da adolescente.
Apesar do ferimento, a adolescente ainda foi obrigada a ir até um bar, na companhia do acusado, e ingerir várias doses de bebida. No retorno para casa, J.M. teria esquentado as outras duas ferraduras e queimado novamente a vítima. Depois que o acusado adormeceu, a adolescente fugiu da residência e se dirigiu para a casa da mãe. O acusado, ao acordar, pegou o filho que estava na companhia de uma vizinha e fugiu. A criança foi encontrada dias depois, enquanto a mãe foi internada no Hospital Regional de Campina Grande, no setor de queimados. O agressor foi preso e acusado de tentativa de homicídio.
Fonte: Jornal da Paraíba

























11 julho, 2008 at 21:49
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