Brasil Contra a Pedofilia

Em defesa da infância e adolescência

Archive for the ‘Inglaterra’


Confiança da mãe aumenta auto-estima da filha, diz estudo

Sarah Ferguson e suas filhas
Pesquisa indica que mães valorizam mais educação das filha

Uma pesquisa realizada por uma universidade inglesa indica que mães que têm grandes expectativas em relação ao futuro das filhas criam meninas com maior auto-estima quando chegam à vida adulta.

Mais de 3 mil crianças nascidas em 1970 foram analisadas pela Universidade de Londres. Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na mais recente edição da revista New Scientist.

No estudo, as mães responderam, quando as filhas tinham dez anos, se acreditavam que suas meninas iriam estudar até os 16, 17 ou 18 anos. Por sua vez, aos 30 anos, as filhas foram entrevistadas para avaliar se sentiam confiança nos rumos de suas próprias vidas.

Os pesquisadores descobriram que as filhas das mães que disseram que as filhas iriam estudar até ficarem mais velhas demonstraram mais auto-estima quando adultas.

Nenhuma relação semelhante foi descoberta entre mães e filhos.

Classe e educação

Os pesquisadores descobriram também que a ligação entre a ambição da mãe e a auto-estima da filha esteve presente independentemente de fatores como classe social, estrutura familiar e educação.

As famílias incluídas no estudo tiveram em geral mais acesso à educação e menos desvantagens sociais do que a média da população.

Por isso, nessas famílias, a importância do apoio da mãe pode ser subestimada, de acordo com os autores do estudo.

Os pesquisadores afirmam que as mães tendem a incentivar mais as filhas do que os filhos a prosseguir no sistema educacional até ficarem mais velhas e a obter sucesso dessa forma – ainda que tenham expectativas semelhantes de sucesso para os filhos de ambos os sexos.

Segundo os pesquisadores, pode ser que as mães valorizem mais a educação das filhas – o que explicaria esse incentivo maior para que elas estudem.

Os estudiosos também dizem acreditar que as filhas podem ter uma tendência de tentar seguir o exemplo de mães que são ambiciosas.

Fonte: BBCBrasil

Ex-mordomo da rainha Elizabeth II é julgado por pedofilia

Um ex-mordomo, que já serviu a rainha Elizabeth II, será julgado por acusações de pedofilia na Justiça britânica na próxima semana.

Paul Kidd admitiu ser culpado nesta quarta-feira de nove acusações de assédio, seis casos de relação sexual com crianças e uma acusação de incitação de menor ao sexo, 11 acusações de divulgar fotos indecentes de crianças e dois casos por posse de imagens de pedofilia.

Vários dos crimes datam da época que Kidd servia a família real britânica.

Os promotores afirmaram que ele apresentou suas vítimas para um amigo, David Hobday, 56, que também admitiu ser culpado ontem de uma série de acusações de crimes sexuais.

A sentença dos dois homens será anunciada dia 20 de novembro.

Kidd, 55, foi mordomo da rainha Elizabeth 2ª de 1977 a 1979, depois serviu a rainha-mãe até 1984.

Uma das vítimas de Kidd entrou em contato com a polícia depois de ler uma entrevista no jornal, que identificava o ex-mordomo por ocasião do 10º aniversário da morte da princesa Diana.

A vítima, que agora tem por volta de 40 anos, afirmou que foi assediado por Kidd na casa do ex-mordomo no início dos anos 1980.

Após deixar o serviço real, Kidd cobrava até 4.000 libras (US$ 7.200) para realizar palestras sobre o trabalho de mordomo, e também treinava equipes de funcionários em cruzeiros.

Fonte: FAXAJU

Editora publicará livro sobre menina que casou com Maomé antes dos 10 anos

O romance sobre Maomé e a menina que se tornou sua esposa antes dos 10 anos que a editora Random House decidiu não publicar por medo de que pudesse incitar a violência será lançado em outubro no Reino Unido, informou hoje a agência de notícias britânica PA.

“The Jewel of Medina”, escrito por Sherry Jones, será publicado pela editora independente Gibson Square, que editou outros trabalhos polêmicos, entre eles um de Alexander Litvinenko, o ex-espiã assassinado em Londres em 2006 com Polônio-210.

“Em uma sociedade aberta, é preciso ter acesso aberto às obras literárias, apesar do medo. Como editora independente, sentimos que não deveríamos ter medo das conseqüências do debate”, disse Martin Rynja, de Gibson Sqare, em declarações citada pela PA.

“Se um romance de qualidade e técnico que joga luz sobre uma matéria bonita da qual sabemos muito pouco no Ocidente, mas temos um interesse genuíno nela, não pode ser publicado aqui, isso significaria realmente que o relógio voltou atrás para as eras sombrias”, acrescentou.

O livro conta a vida de Aisha, desde seu noivado, aos seis anos, até a morte do profeta. Segundo a imprensa, como o The Wall Street Journal, a Random House decidiu não publicar o livro pelo temor de que desencadeasse uma reação similar à provocada pelos “Os Versos Satânicos” de Salman Rushdie.

Fonte: Agência EFE

Inglesa identifica câncer em foto de bebê enviada por e-mail


Robb recebeu a foto por e-mail

A inglesa Madeleine Robb identificou um tumor maligno raro nos olhos da filha de uma amiga que mora no estado americano da Flórida através de uma foto enviada por e-mail.

Robb, que mora na cidade de Stretford, no sudoeste da Inglaterra, conheceu a americana Megan Santos em um fórum na internet porque suas filhas haviam nascido no mesmo dia.

As duas começaram a trocar e-mails com freqüência, mas nunca se conheceram pessoalmente.

Em um dos e-mails enviados por Santos, ela adicionou fotos do aniversário de um ano de sua filha, Rowan. Ao ver as fotografias, Robb percebeu uma mancha branca nos olhos da menina e enviou um e-mail para a amiga aconselhando que procurasse ajuda médica.

Megan levou sua filha ao médico, que a diagnosticou com um tipo raro de câncer conhecido como retinoblastoma. O tumor atinge principalmente as crianças e pode ser fatal se não for tratado no estágio inicial.

Reflexo

Robb conta que assim que viu as fotografias sabia que algo estava errado, já que o reflexo branco nos olhos de Rowan aparecia em todas as imagens.

“Eu reconheci por causa de algo que li em um artigo no jornal”, disse.

“Enviei um e-mail para Megan dizendo que seria importante ela checar a mancha com um médico”, afirmou.

A mãe decidiu levar a criança ao médico no mesmo dia e disse que nunca poderá agradecer à amiga por correspondência o suficiente.

“Se Madeleine não tivesse percebido isso, talvez iríamos demorar para levar Rowan ao hospital”, disse.

A criança irá perder o olho esquerdo, mas os médicos afirmam que as chances de sobrevivência da menina são muito maiores porque a doença foi diagnosticada no estágio inicial.

“Eu gostaria de poder encontrar Megan pessoalmente e dar-lhe um abraço, já que ela é a razão pela qual vamos ter nosso bebê no seu segundo aniversário”, disse Santos.

Fonte: BBCBrasil

Polícia do Reino Unido desarticula rede de pedofilia

A polícia desarticulou uma rede internacional de pedofilia operando na Internet. Centenas de suspeitos estão sob investigação em vários países entre eles o Brasil.

A operação comanda em conjunto com a CEOP (Child Exploitation and Online Protection) e a MPS (Cleveland Police and the Metropolitan Police Service).

A investigação envolveu o maior esforço combinado entre agentes do Reino Unido e a força de proteção à criança.

O anuncio vem depois que um homem de 27 anos do Tesside foi sentenciado a prisão por fazer parte desta rede, com a sua identificação mais outras 360 pessoas também foram identificados. Mais de 130 destes suspeitos vivem no Reino Unido. Resultado em mais de 50 ordens de prisão.

15 crianças foram resgatadas no rênio unido como resultado de uma investigação subseqüente.

P.A.T., residente na cidade de Cleveland, foi encontrado portando imagens provocantes de crianças e adolescentes e também foi encontradas mensagens em que ele encorajava menores de 13 anos a terem uma vida sexual ativa. Além desde material se descobriu que ele produzia imagens pornográficas com crianças. Aproximadamente quatrocentos milhões de imagens de abuso sexual contra crianças foram encontradas com P.A.T. Ele também, foi identificado como o administrador principal do site.

A investigação começou em maio de 2007quando a Metropolitan Police Paedophile Unit iniciou uma operação de averiguação em um fórum da Internet. Os usuários poderiam distribuir imagens controversas de crianças (Ofertadas por sites de divulgação internacional de modelos como o portal brasileiro The People Image que opera em conjunto com agencias no Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo e no Espírito Santo) e também poderiam comentar estas imagens. Esta tática de publicar imagens supostamente legais de crianças invés de material explicito de abuso sexual vem sendo usada há anos por pedófilos e empresários do ramo para se manter “abaixo do radar da lei” assim prevenindo-se de serem acusados por produzir e distribuir pornografia infantil.

O CEOP, tem a responsabilidade de coordenar as investigações de abuso sexual na Inglaterra, e também faz contato para operações internacionais para deter a pedofilia.

A polícia de Cleveland cooperou com a CEOP para realizar a prisão de P.A.T, e também foi realizada uma cópia do servidor aonde o site estava hospedado para se realizar a identificação de todos que acessam o fórum.

A polícia federal Autraliana (AFP) o departamento de segurança de Homeland nos Estados Unidos e a Polícia Real Montada do Canadá (RCMP) foram as lideres nas investigações em suas jurisdições como a Força Virtual Global (VGT), formando uma aliança internacional de agências trabalhando em conjunto para prevenir e deter o abuso online de crianças. Os detalhes dos suspeitos circularam internacionalmente via Interpol e também por parceiros da VGT.

Fonte: VGT
Tradução: Brasil Contra a Pedofilia

Padre britânico admite 27 casos de abuso sexual de meninos

Um padre que abusou sexualmente de meninos em um colégio católico em Manchester, no norte da Inglaterra, nas décadas de 70 e 80, admitiu 27 casos de abuso de crianças em um tribunal, nesta terça-feira.

William Green, de 67 anos, admitiu abusar de crianças com idades entre oito e 16 anos.

Green participou de aulas de educação física no Colégio St Bede, em Manchester, quando os casos de abuso ocorreram, e também trabalhou em outras escolas.

Ele deve receber uma sentença em um tribunal de Manchester no dia 30 de setembro.

Vítimas

Green foi acusado de 33 casos de atentado ao pudor contra nove meninos com menos de 16 anos.

Ele admitiu culpa por 27 das acusações relacionadas a sete vítimas.

Um porta-voz da Igreja Católica na Grande Manchester disse: “Nós temos cooperado com as autoridades desde o começo da investigação.”

“É lamentável quando alguma coisa como esta acontece. Nossa prioridade e preocupação é sempre com as vítimas.”

Fonte: BBC Brasil

“Bibliotecário” de rede de pedofilia é condenado no Reino Unido

O britânico Philip Thompson, 27, se confessou culpado nesta segunda-feira de ser “bibliotecário” de um arquivo de pornografia infantil com cerca de 250 mil imagens. Ele enviava as fotos a assinantes em mais de 30 países.

O juiz da cidade de Middlesbrough, nordeste da Inglaterra, condenou Thompson a no mínimo três anos e nove meses de cadeia. Ele confessou a culpa por 16 acusações, que incluem fazer, possuir e distribuir fotografias indecentes com crianças e obrigar crianças com menos de 13 anos a participar de atos sexuais.

As autoridades dizem que Thompson controlava o arquivo de dois computadores na casa onde morava com sua mãe. A polícia classificou mais de 3.000 imagens como mostrando as formas mais graves de abuso sexual infantil.

A polícia já identificou 360 pessoas de todo o mundo como suspeitas de envolvimento na rede. Destas, 50 foram presas no Reino Unido.

“Thompson era uma peça-chave desta rede”, afirmou o Detetive-Chefe da polícia de Cleveland Mark Braithwaite. “Ele era, essencialmente, o bibliotecário de um grande acervo de imagens que eram distribuídas para indivíduos de mente semelhante tanto neste país quanto em outros lugares”.

Brian Russell, advogado de Thompson, disse que seu cliente cooperou com a polícia desde sua prisão, em fevereiro. “Este na verdade é um jovem que se encaixa naquele estereótipo de um adolescente triste e solitário, que passa muito tempo em uma sala escura na frente de uma tela de computador. Ele não teve muita experiência da vida para se tornar uma pessoa madura”, disse Russell.

O juiz Michael Taylor deu a ele uma sentença de prisão sem duração determinada, dizendo que Thompson deve provar que não é um risco à sociedade antes que possa ser solto. Taylor disse à Thompson que ele era “alguém preparado para ir a lugares extremos para saciar sua luxúria”. “Você é sem dúvida um indivíduo muito perigoso”, declarou o juiz.

Fonte: Folha on line

Rede de pedofilia teria encomendado rapto de Maddie


Informações incluem imagens em um posto de gasolina

A britânica Madeleine McCann, desaparecida no ano passado quando passava férias com a famíllia em Algarve, Portugal, pode ter sido vendida para uma rede de pedofilia belga, segundo informações da inteligência britânica passadas para a polícia portuguesa.

As informações fazem parte do arquivo de 30 mil páginas sobre o desaparecimento da menina - que tinha três anos na época -, divulgado no início desta semana pelas autoridades portuguesas.

Segundo a informação, um “comprador” belga teria encomendado o seqüestro de Madeleine depois de ter visto a foto dela, que teria sido tirada durante as férias em Portugal, mas os documentos não informam de onde teria vindo a pista.

Os arquivos ainda revelam que a mãe de Madeleine enviou uma carta à polícia portuguesa, implorando por informações relacionadas à investigação.

Tortura

Na carta, datada de dezembro de 2007, Kate McCann disse que a falta de comunicação entre os policiais e sua família era uma “tortura”.

A mãe ainda pediu que a polícia parasse de “apontar culpados” e disse que sua dor e ansiedade eram “indescritíveis”.

O porta-voz da família, Clarence Mitchell, confirmou que Kate McCann escreveu a carta para um dos policiais mais graduados, Paulo Rebelo, mas não recebeu qualquer resposta além da notificação formal de que a carta havia sido recebida e anexada aos arquivos do inquérito.

“Como mãe dela, a dor e ansiedade que sinto são indescritíveis e a sensação de não poder fazer nada é muito forte. As ‘acusações’ e especulações da mídia, apesar de me chatearem, são muito secundárias”, escreveu Kate McCann.

“Estou apelando a você como ser humano para que trabalhe com a gente (se possível, nos inclua) e para que se lembre que, como pais, nós temos necessidades…”

“A falta de comunicação e o vácuo de informação, particularmente para os pais de uma criança desaparecida, é tortura.”

Família de Maddie critica polícia por omissão de pistas

A família de Madeleine McCann criticou a polícia portuguesa por omitir pistas importantes durante a investigação do desaparecimento da menina britânica, aos três anos de idade, em um hotel na Praia da Luz, em Portugal, em maio do ano passado.

Com a abertura dos arquivos secretos da polícia, na segunda-feira, a família ficou sabendo que em junho do ano passado uma menina que disse se chamar “Maddie” foi vista em uma loja na Holanda, dizendo ter sido “levada de suas férias”.

O porta-voz do casal McCann, Clarence Mitchell, disse que é “trágico” que pistas como essas só tenham sido divulgadas agora.

Detetives particulares contratados pela família já estariam analisando a informação. Com a liberação dos arquivos, os pais de Maddie acusam a polícia de não ter revelado para eles pistas potencialmente cruciais durante o processo.

‘Angustiante’

Segundo um dos documentos, uma vendedora de 41 anos, identificada como Anna Stam, disse ter falado com uma menina de três ou quatro anos de idade em Amsterdã, que se parecia com a britânica desaparecida, e que teria dito se chamar “Maddie”.

Em resposta a pergunta sobre sua mãe, a menina teria dito “me tiraram de minhas férias”.

A informação foi enviada para Portugal em 18 de junho do ano passado, mas os documentos da polícia não esclarecem o que foi feito a respeito.

Segundo o porta-voz, “é angustiante ouvir uma criança dizendo isso. Se era a Madeleine, é uma desgraça que a informação não tenha sido passada”.

“Nós agora precisamos saber o que foi feito disso. Este é exatamente o tipo de informação primária que precisamos saber se foi propriamente seguida pela polícia.”

“Esse é o tipo de informação que os detetives particulares vão investigar, caso não tenha sido seguida pela polícia”, disse Mitchell.

O inquérito português sobre o desaparecimento de Madeleine McCann foi encerrado no mês passado sem nenhuma conclusão formal. Os pais de Maddie, Gerry and Kate, e outro britânico, Robert Murat, apontados como suspeitos, mas que sempre negaram qualquer envolvimento no caso, foram declarados pela polícia não ser mais suspeitos.

Entre os documentos liberados havia um relatório da promotoria afirmando que a investigação encontrou “pouquíssimas” conclusões sobre o destino da menina.

Os arquivos da polícia ainda mostram imagens de uma câmera de segurança de uma menina parecida com Maddie em um posto de gasolina na região do Algarve, onde ela passava férias com os pais, no dia seguinte ao seu desaparecimento. Os pais ainda não haviam visto as imagens.

Os arquivos ainda mostram retratos falados bastante precisos de dois suspeitos, que nunca foram divulgados.

Várias outras denúncias de que Maddie teria sido vista em países europeus e africanos foram investigadas por autoridades locais ou pelos detetives particulares, mas não deram nenhum resultado.

Fonte: BBCBrasil

Divulgados novos retratos falados do caso Madeleine


Retratos falados de suspeitos no caso Madeleine foram divulgados hoje

Dois retratos falados de possíveis suspeitos no desaparecimento de Madeleine McCann foram divulgados nesta terça-feira pela polícia portuguesa pela primeira vez. Segundo o jornal britânico Daily Mail, a informação veio a público com o arquivo de 4 mil páginas que destaca a falta de provas em torno do caso do sumiço da menina inglesa.

Os retratos mostram dois homens que têm entre 20 e 30 anos de idade e possuem cabelos negros. A imagem da direita foi criada a partir dos relatos do turista britânico Derek Flack. Já imagem da esquerda surgiu com a ajuda de uma testemunha portuguesa, segundo o arquivo. Segundo o jornal The Telegraph, retratos não foram divulgados antes para não prejudicar as investigações.

Os arquivos do caso Madeleine, que têm 17 volumes, destacam a falta de provas do caso. Os documentos reúnem as suspeitas dos investigadores de que os pais de Madeleine estiveram envolvidos na possível morte da menina. No entanto, o Ministério Público português ressalta que não está provado nenhum dos indícios apontados pelos detetives.

Fonte: Alagoas em Tempo Real

Mulher é condenada por esconder bebê morto no porta-malas

Claire Jones
Claire Jones escondeu o corpo do bebê morto no porta-malas do carro

Uma britânica que admitiu ter escondido o corpo de seu bebê morto no porta-malas do carro recebeu uma sentença de 48 semanas de prisão nesta terça-feira. O juiz, no entanto, decidiu que a sentença ficará suspensa por um período de dois anos, por causa da situação psicológica da condenada.

A sentença é o final de um caso classificado como “raro” e “sério” pela juíza que o conduziu.

Claire Jones, de 32 anos, ficou grávida enquanto estava tendo um caso com um colega de trabalho. No entanto, de acordo com as versões apresentadas no julgamento, ela conseguiu esconder a gravidez de seu parceiro, David Stoneman, e sustentar uma vida dupla durante toda a gravidez.

Durante os nove meses, ela teria enganado seu parceiro de 11 anos e pessoas ligadas ao casal afirmando que estava engordando por causa de uma doença. Ao mesmo tempo, ela mentiu para seu amante, Marcus Bezerra, dizendo que já havia confessado o caso para o parceiro e que permanecia vivendo com ele apenas por conveniência financeira.

Ainda segundo relatos durante o julgamento, ela também mentiu para colegas e para seu amante dizendo que sofria de câncer e que sua mãe havia sofrido um derrame.

Ao longo da gravidez, Claire teria mantido as relações com os dois homens e chegado inclusive a comprar alianças de noivado com o amante e uma cadeirinha de criança para o futuro filho - o que aparentemente conseguiu esconder do parceiro.

Durante os depoimentos no um tribunal na cidade de Cardiff, no País de Gales, foi revelado ainda que o bebê, um menino, acabou nascendo em dezembro de 2007. O parto ocorreu durante o período de Natal no banheiro da casa dos pais de Stoneman, o parceiro. Apesar de sua própria mãe estar na casa, segundo os depoimentos, ela teve a criança sozinha e conseguiu esconder o nascimento de todos.

Os especialistas e a corte não conseguiram determinar se a criança nasceu viva ou se teria vivido por algum tempo. Jones negou tê-la matado e afirmou que tentou salvá-la após o parto. Ela alega ter tentado fazer respiração boca-a-boca.

Ainda segundo os depoimentos de Jones, após a morte da criança, ela a teria enrolado em papel toalha e colocado em um saco plástico. Depois, escondeu o corpo no porta-malas do carro.

Durante a gravidez Jones conseguiu evitar que seu amante fosse ao médico com ela e no período do nascimento disse que estava passando alguns dias com sua mãe. Durante a fase do nascimento, ela escreveu mensagens de texto dizendo que sua mãe havia morrido.

Depois do nascimento e da morte da criança, ela voltou a se comunicar com o amante para dizer que o bebê tinha morrido por causa do câncer.

O caso começou a chamar a atenção quando funcionários do hospital em que ela tinha se consultado começaram a ficar desconfiados com o fato de Claire não ter se apresentado no hospital no período que era esperado.

A polícia foi contatada quando Marcus Bezerra decidiu ir a uma delegacia para dizer que estava preocupado com Jones e o bebê. Ela foi presa e confessou ter escondido a criança – crime pelo qual acabou condenada.

Segundo médicos, Claire Jones está sofrendo de depressão profunda e tentou suicídio depois que todo o caso foi revelado.

Fonte: BBCBrasil