Brasil Contra a Pedofilia

Em defesa da infância e adolescência

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Polícia Rodoviária Federal alia Programa a ações de educação e prevenção

Entre as metas do Programa Na Mão Certa está a aproximação da Polícia Rodoviária Federal para a execução conjunta de trabalhos de mobilização e prevenção da exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias. Para a Polícia, manter a parceria com o Programa significa reforço nas ações preventivas já realizadas e a possibilidade de gerar novas ações educativas entre os motoristas. Durante o 2º Encontro Empresarial Na Mão Certa, a PRF reforçou o apoio ao programa e abriu as portas para novas parcerias.

Atualmente, a PRF é responsável pelo patrulhamento de grande parte da malha viária brasileira. São quase 9,5 mil policiais e 385 postos de fiscalização por todo o país. Entre as grandes colaborações da PRF para a causa está a identificação e o mapeamento dos pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais, publicado pela OIT e disponibilizado como referência para as empresas signatárias. Para 2009, está sendo planejado um novo mapeamento, que contará com a colaboração do Programa através da participação de um comitê de empresas signatárias para a elaboração de novos critérios de identificação.

Segundo o coordenador de ensino da PRF, Ricardo Betat, o mapeamento surgiu da constatação de que, com as ações repressivas nas rodovias, acabava-se apenas deslocando o problema da exploração sexual para outros pontos onde a polícia não estava atuando no momento. Na tentativa de resolver o problema definitivamente, foram feitos o levantamento dos pontos e o treinamento dos policiais envolvidos nas ações. “Só com o levantamento já conseguimos perceber resultados. Com a parceria com o Programa Na Mão Certa, queremos ampliar essa ação. A intenção é atuar mais próximos das empresas e diminuir os espaços que deixam distante o policial do cidadão”, ressaltou.

Nos últimos anos, de acordo com Betat, a polícia tem investido em ações de educação e prevenção, e incluído a exploração sexual de crianças e adolescentes entre os temas trabalhados. “A intenção da polícia não é apenas repreender. Nós também buscamos trabalhar preventivamente, para evitar que a situação chegue a esse ponto. Quando constatamos que há a exploração e pontos vulneráveis é porque, em algum momento, falhamos no trabalho de prevenção. E é isso que a polícia vem tentando mudar e buscar novas parcerias”, explicou.

O coordenador também ressaltou que muitos dos assuntos de interesse das empresas com relação aos motoristas são comuns aos interesses da PRF. “Vemos que muitas atividades são semelhantes entre as empresas e a Polícia Rodoviária Federal, como a saúde do caminhoneiro e levantamentos sobre a carga horária e a jornada de trabalho. Também temos em comum a sensibilização para que o motorista não faça uso da exploração sexual, incentivando a denúncia”. Betat reforçou, ainda, a necessidade das empresas divulgarem mais os telefones da polícia como uma alternativa de denúncia da exploração sexual de crianças e adolescentes. “O Ligue 100 não é o único meio de denúncia. O próprio 191, que é o telefone da Polícia Rodoviária Federal, também tem esse papel”, afirmou. “É preciso que haja uma mudança de comportamento entre os motoristas, que vai desde a conscientização sobre o problema até o incentivo à denúncia. Essa mudança começa a partir da empresa, e a aproximação entre o setor privado, a Polícia Rodoviária Federal e demais órgãos e instituições, como vemos nesse evento, é fundamental para o enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes em nossas rodovias”, concluiu.

Fonte: Programa Na Mão Certa

Escola utiliza fábula do Pinocchio para ensinar crianças a evitarem pedófilos

Uma escola da cidade de Brescia, no norte da Itália, decidiu utilizar os personagens da fábula do Pinóquio para ensinar às crianças o conceito de “estranho” e evitar que elas sejam vítimas de pedófilos.

Após ouvir a fábula do menino de madeira, os alunos receberam fichas com perguntas para discussão, entre as quais: “Gepeto era um estranho para o Pinóquio?”, “O Pinóquio agiu bem seguindo a raposa?” e “O grilo falante queria dar bons conselhos?”.

A partir das respostas, os professores avaliaram que as crianças mais novas nem sempre sabem distinguir quais são as pessoas confiáveis, segundo foi anunciado hoje a respeito das atividades desenvolvidas nos últimos meses.

Também hoje foi apresentado na cidade do livro “Não aceite balas de desconhecidos”, com ilustrações infantis.

Fonte: Ansalatina

Informações pessoais e fotos de crianças devem ficar longe da internet

Daniela Arrais
da Folha de S.Paulo

Seja para manter contato com amigos, seja para conhecer novas pessoas, crianças que acessam a internet devem ser orientadas sobre os benefícios e os malefícios que a interação pode trazer.

Em redes sociais, os pais devem aconselhar os filhos para que eles não forneçam informações pessoais em demasia. Nome completo, nome dos pais, escola onde estuda, endereço e telefone devem ficar longe do perfil da criança.

Quando possível, diga para a criança restringir o acesso ao perfil para amigos e família.
Diga para ela evitar, também, a postagem de fotos –alguém pode fazer o download da imagem, alterá-la, ou até mesmo usá-la em sites de pedofilia.

A recomendação de não falar com estranhos, repetida à exaustão pelas famílias, também vale para o ambiente da internet –tantos em redes quanto em programas de bate-papo.

Com a facilidade de ocultar suas identidades, criminosos se aproveitam da inexperiência das crianças para envolvê-las em redes criminosas, como a de exploração sexual.

Os pais devem ficar atentos a mudanças de comportamento. Se a criança se mostrar tensa, mudar constantemente de humor, ficar nervosa ou ansiosa, apresentar problemas para dormir ou começar a evitar contato com amigos, pode ser sinal de que ela está sendo vítima de alguma perturbação.

Além de conselhos, os pais também têm a opção de instalar programas de segurança, como o Net Nanny (www.netnanny.com), que filtram conteúdo adulto ou violento.

Outra recomendação é manter o computador em uma área comum da casa. Assim, fica mais fácil acompanhar o que as crianças fazem on-line.

Dicas de segurança

Alerte

É comum encontrar pessoas que mentem sobre idade, sexo e personalidade. Acompanhe as atividades do seu filho

Ensine

Oriente seu filho para não compartilhar dados como telefone, endereço, nomes de escola, parentes e amigos

Oriente

Mostre como arquivo desconhecido pode ser perigoso

Proteja

Diga que ele pode e deve contar com você em caso de dúvida ou contato com conteúdos desagradáveis

Misture

Incentive outras atividades, como esportes e brincadeiras

Denuncie

Se suspeitar de algo que viole os direitos humanos, denuncie em www.safernet.org.br

Diretor-geral do MSN/Hotmail pede mais fiscalização dos pais

Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito da Pedofilia, o diretor-geral do MSN/Hotmail no Brasil, Osvaldo Barbosa de Oliveira, alertou para a importância de os pais ficarem atentos em relação ao conteúdo que seus filhos acessam na internet.

– De nada adiantam as ferramentas oferecidas se não há a fiscalização dos pais – disse.

Ele explicou como funcionam os serviços oferecidos pela Microsoft – o MSN, portal de conteúdo; o Messenger, de comunicação instantânea, além do Hotmail e do Spaces, espécie de rede de relacionamento – e os mecanismos para garantir a segurança do internauta, como filtros de palavras e de análise de imagens, e a possibilidade de remoção e bloqueio de conteúdos que firam o código de conduta da empresa e a legislação nacional.

Questionado pelo presidente da CPI, senador Magno Malta (PR-ES), a respeito da disposição da MSN/Hotmail de participar de campanha nacional contra a pedofilia, Barbosa lembrou que a empresa já esteve presente em programas de televisão e não se opõe a atuar em algo nesse sentido, mas acha que é mais produtivo investir em orientação sobre o assunto na própria internet. Além disso, mencionou a parceria da empresa com o governo e se dispôs a formalizar esse acordo por meio da assinatura de um termo de ajustamento de conduta.

Fontes: Folha Online e Agência Câmara

Atenção, pais!

pedofilia abuso sexual prevenção

Venezuela usa música para tirar crianças da criminalidade

Toda orgulhosa dos seus 7 anos de idade, Aireen dedica-se a fazer jorrarem as notas do seu violoncelo. De pé, com o olhar grudado na partitura, ela retoma incansavelmente um trecho do Te Deum de Charpentier (1643-1704). Amílcar, o seu jovem professor, a guia gentilmente: “Lá, sol, lá. Um, dois, três. (. . .) Recomeça. . . Concentre-se. . . Não pense em nada mais”. O arco desliza de modo constante sobre as cordas, enchendo de harmonia a pequena sala sem janela onde Aireen, Miguel, Zacari e Rosa praticam o solfejo.

Numa grande sala vizinha, uma centena de crianças e de adolescentes, acompanhados por um pianista, canta com verve, sob os olhares de Beethoven, Liszt e Mendelssohn, cujos retratos gigantes adornam as paredes. Mais adiante, sob a direção de Alejandro, 21 anos, a orquestra em peso - uma centena de intérpretes - toca um concerto de Telemann (1681-1767), e, logo em seguida, Alma Llanera, uma espécie de hino tradicional da Venezuela. Nesta tarde de junho, no bairro popular de Las Mayas, perto do Hipódromo de Caracas, o colégio Fé e Alegria transforma-se numa escola de música, assim como costuma fazer todos os dias. Um edifício abriga o “núcleo” de La Rinconada, um dos 154 centros de aprendizagem musical que pertencem ao Sistema, a rede de orquestras de crianças e de jovens fundada em 1975 pelo compositor José Antonio Abreu.

Por conta da sua amplidão, da sua ambição e do seu sucesso excepcional, o Sistema é uma experiência artística e social que sem dúvida não tem nenhum equivalente no mundo. O seu fundador, que é o seu atual diretor, conferiu-lhe desde o início três grandes objetivos. Em primeiro lugar, o de ajudar as crianças mais pobres a se livrarem da exclusão. A rede de orquestras, aberta, acolhedora e calorosa, contribui para o desenvolvimento comunitário e para a transformação da sociedade. Ela desempenha em muitos casos o papel de uma família de substituição.

Trata-se então, por meio da prática musical, de inculcar aos jovens um conjunto de “valores nobres”: rigor, disciplina, domínio de si, humildade, além do senso da partilha e do trabalho de equipe. Todas essas são qualidades que os ajudarão a construir sua personalidade. Terceiro objetivo: oferecer-lhes uma iniciação estética, e proporcionar-lhes uma “elevação da alma”.

O La Rinconada é um dos mais antigos “núcleos” do Sistema. O diretor, Eugenio Carreno, é um clarinetista. Em seu pequeno escritório, ele conta com orgulho que a sua escola inventou o método de aprendizagem que foi adotado por toda a rede: “a orquestra de papel”. Durante os seus primeiros meses de estudo, as crianças manipulam falsos instrumentos de papelão, cuidadosamente confeccionados, com o objetivo de adquirirem as posições adequadas do corpo e de domarem ritmos e sons.

Relação afetiva

Cada um dos aprendizes de músico recebe então gratuitamente o seu instrumento. Dele, ele se torna totalmente responsável. Sem demora, quer ele seja talentoso ou não, ele entra numa orquestra e participa de concertos. A preocupação com a integração prevalece sobre a preocupação artística. A alegria de tocar e a relação afetiva com o grupo consolidam a união dentro das equipes. “Nós não estamos buscando constituir as melhores orquestras, mas sim formar o maior número possível de crianças”, sublinha Eugenio Carreno.

Desde a sua origem, o Sistema travou vínculos estreitos com a rede escolar. De manhã, ele garante o ensino musical nas escolas; à tarde, ele acolhe os alunos com idades de 2 a 18 anos, interessados em seguirem aulas individuais ou coletivas, a razão de duas a quatro horas por dia, sem contar as sessões de recuperação, que acontecem no ritmo de um em cada dois fins de semana.

Tudo é feito para incentivar os jovens músicos. Eles são transportados e alimentados gratuitamente. É freqüente vê-los nos ônibus ou no metrô de Caracas, trajando sua camiseta azul marinho na qual se destaca o escudo do Sistema, e sempre carregando seu instrumento a tiracolo. Algumas dessas crianças moram nos cafundós dos “barrios”, as favelas da capital, situadas a uma ou duas horas de caminhada.

Em La Rinconada, 1.400 jovens seguem as aulas de 70 professores permanentes, dos quais muitos são antigos alunos do “núcleo”. No total, o Sistema mobiliza nas 24 províncias do país cerca de 3.000 docentes a serviço de 270 mil alunos. Ao longo de 33 anos, 1 milhão de crianças puderam contar com a formação proporcionada pela rede. A grande maioria é oriunda de um meio pobre, onde predominam a delinqüência, o alcoolismo, as drogas, e onde elas sofrem de uma carência de identidade. A orquestra lhes permite encontrarem a si mesmas, e provarem o que elas são capazes de fazer, aos seus próprios olhos e aos olhos dos outros.

Um “mundo mágico”

Eugenio Carreno acha divertido ouvir um aluno afirmar, um tanto fanfarrão: “Aqui, nós abrimos caminho, avançando sempre para frente com velocidade, assim como elefantes”, e se comove ao escutar um outro anunciar que ele pretende, graças à música, “melhorar a existência” da sua família. Maribel Pinango é a mãe de duas crianças musicistas, Lenny e Marian. Ela conta com orgulho de que maneira eles “lutam por meio das notas” contra uma realidade que “ameaça nos afogar”: “A orquestra”, diz ela, “nos oferece uma evasão rumo a um mundo mágico onde a violência jamais existirá”.

Entre 60% e 70% dos alunos de La Rinconada se tornam músicos profissionais. Eles ensinam por todos os cantos do país, dirigindo ora formações clássicas, ora grupos de jazz. Os melhores dentre eles integram a Orquestra de Jovens Simon Bolívar, sob a orientação do mais talentoso dentre eles, Gustavo Dudamel, 27 anos. Este jovem prodígio, fogoso e entusiasta, assumirá em setembro de 2009 a direção musical da Orquestra Filarmônica de Los Angeles. Ele será o mais jovem titular deste cargo.

Graças ao Sistema, alguns músicos tiveram a oportunidade de vivenciar uma verdadeira redenção. Durante a sua adolescência, o clarinetista Lennar Acosta havia sido encarcerado por nove meses por conta de um roubo que ele perpetrara com uma arma e por tráfico de drogas. Quando criança, o violoncelista Miguel Nino passava seus dias inteiros nas ruas. Edicson Ruiz trabalhava como carregador num supermercado até aprender a tocar o contrabaixo e tornar-se, em 2002, aos 17 anos, o mais jovem integrante da Orquestra Filarmônica de Berlim.

O Sistema é uma fonte de inspiração, em primeiro lugar na América Latina e no Caribe. Vinte e três países da região estão no processo de imitar o exemplo venezuelano. Uma orquestra ibero-americana está sendo constituída em parceria com a Espanha e Portugal. Programas similares vêm sendo lançados na Itália e na Escócia. José Antonio Abreu coleciona os prêmios e as recompensas. Entre as inúmeras homenagens que lhe são prestadas, vale destacar aquela de Gustavo Dudamel. Este chama o seu antigo mestre de “o homem da alma infinita”.

Fonte: Le Monde

Conversando com o inimigo

Operações policiais expõem os métodos dos pedófilos para atrair crianças via computador

Sandra Brasil

pedofilia internet

Uma dezena de ações policiais nos últimos tempos tem chamado atenção para o crime monstruoso do abuso sexual de crianças, classificado genericamente como pedofilia. Na Polícia Federal, foram seis grandes operações nos últimos três anos, sendo a mais recente a Arcanjo, realizada em Roraima no começo de junho, na qual entre os oito presos havia dois empresários, um major da PM e o procurador-geral do estado, Luciano Alves de Queiroz, exonerado após a detenção. A Polícia Federal também prendeu em plena biblioteca do Ministério do Planejamento, em Brasília, o corretor de imóveis Gusmar Lages Júnior, 45 anos, que usava os computadores à disposição do público para enviar e-mails com imagens de pornografia infantil. Na Polícia Civil de São Paulo, um pavoroso acervo de imagens de computador foi apreendido com Márcio Aurélio Toledo, 36 anos, operador de telemarketing e pai-de-santo em um terreiro de candomblé, para onde atraiu boa parte de suas vítimas.

Dono do site de relacionamento Orkut, um caminho pelo qual pedófilos têm circulado impunemente, o Google já abriu 3 261 álbuns e páginas privadas do site e concordou em liberar outros 18 330 à Comissão Parlamentar de Inquérito instalada em março para tratar do assunto. De janeiro a junho deste ano, a SaferNet Brasil, organização não-governamental que combate a pedofilia e a pornografia infantil, registrou 26 626 denúncias de ação de pedófilos, quase o dobro do total do mesmo período em 2007. Na Polícia Federal, o número de inquéritos relacionados a esse tipo de crime saltou de 28, em 2000, para 165, no ano passado. Aumentou a pedofilia ou aumentou a ação da polícia? Ambas aumentaram, e o denominador comum é a internet – a rede tanto abriu um campo novo e prolífico para os pedófilos quanto expôs mais o tipo de violência que estes perpetram, possibilitando punições mais freqüentes. “Só neste último mês recebemos 3 000 denúncias, e a maior parte delas envolve a internet”, informa Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI do Senado.

A pedofilia é um transtorno sexual – a atração por crianças – que há sessenta anos, sob o número F65.4, faz parte da Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde. Quando praticada, transforma-se em crime que assombra as famílias: todos sabem que são parentes ou conhecidos próximos os responsáveis pelos abusos mais freqüentes. Nesta reportagem, tratamos de casos que ocorrem fora da rede familiar, em que o pedófilo é um predador sexual de longo alcance. O papel da internet nesse mundo foi, basicamente, o de facilitar o acesso a crianças e reunir em uma espécie de comunidade pessoas que, pela repugnância universal que seus atos despertam, só muito raramente tinham contato mútuo. “Na internet, o pedófilo tem a ilusão do anonimato e a sensação da impunidade”, diz o presidente da SaferNet Brasil, Thiago Tavares. Ele atrai suas vítimas em salas de bate-papo e sistemas de comunicação popularíssimos entre crianças, como o MSN e o Orkut (veja o quadro). Usando apelidos infantis como “vanessinha10″ e “thiago8″, passa-se por criança. O terreno é fértil: em maio, pesquisa do Ibope/NetRatings constatou que, de 23 milhões de pessoas que acessaram 43 bilhões de páginas na internet, 2 milhões tinham entre 6 e 11 anos. Freqüentemente, o pedófilo se integra a sites fechados para troca de pornografia – cenas mais explícitas chegam a custar o equivalente a 150 reais, pagos com cartão de crédito internacional – e até de justificativas distorcidas para seu transtorno. “No Império Romano, era comum sexo entre adultos e crianças. Os imperadores tinham várias crianças para satisfazer suas vontades”, diz um deles. “A internet estimula a ação do pedófilo porque é lá que ele encontra seus semelhantes”, avalia Sérgio Suiama, coordenador do grupo de combate aos crimes de internet do Ministério Público de São Paulo.

“Bem feito”: desenho de uma vítima em tratamento
(Divulgação/Hospital Pérola Byington)

A prisão de Márcio Toledo, em São Paulo, rendeu à polícia um dos mais aterrorizantes retratos da ação de pedófilos no Brasil com crianças brasileiras – apreensões de computadores em outras operações desvendaram cenas igualmente hediondas, mas a maioria provinha do exterior. Toledo fazia e oferecia sexo com crianças, em troca de relações com os interessados nas abominações, e compartilhava as imagens que obtinha. A polícia passou apenas quatro dias interceptando seus telefonemas. “Tínhamos autorização judicial para fazer escuta durante um mês, mas, na primeira oportunidade de uma criança ser violentada, nós o prendemos. Ele estava acompanhado de outro homem, a quem havia oferecido sexo com um menino de 8 anos”, conta o delegado Ricardo Guanaes. “Tenho uma filha de 4 anos e outra de 5. Como eu explicaria para o pai do menino que ia ser violentado que eu sabia do encontro e não fiz nada porque precisava de mais provas?” Por provas entenda-se evidência de produção e distribuição de pornografia infantil, crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, estupro ou atentado violento ao pudor, previstos no Código Penal. No Brasil, a posse de imagens e as conversas aliciadoras não são qualificadas como crimes. A CPI da Pedofilia encaminhou ao plenário do Senado um projeto de lei para mudar essa distorção, mas ainda não há data de votação.

O computador de Toledo continha cenas com dez crianças, mas não havia como divulgá-las. “Dependíamos da iniciativa de pais que soubessem que seus filhos tinham alguma relação com o sujeito”, explica Guanaes. Apenas um se apresentou: um vendedor cujo filho de 9 anos freqüentava o terreiro de Toledo havia dois, levado pela mãe. O vendedor assistiu às gravações – ou ao que conseguiu ver antes de desmoronar – e identificou o menino numa cena em que era submetido a relações sexuais com dois homens. A polícia pôde indiciar Toledo a partir do seu depoimento, confirmado pelo filho, que está sob acompanhamento psicológico. “Márcio dizia que, se ele não fizesse sexo, a mãe morreria de câncer. Chegou a pegá-lo na escola para um encontro com um homem”, disse o pai a VEJA.

Em casos de pedofilia fora da esfera familiar, é comum que os pais sejam os últimos a saber. “Os pais têm dificuldade de entender os sinais que os filhos passam. Se a criança tenta contar, eles duvidam dela. Não fazem isso por maldade, mas porque é difícil acreditar que uma pessoa tão próxima esteja fazendo algo tão cruel com alguém tão indefeso”, diz a psicóloga Daniela Pedroso, 34 anos, que há dez anos atende crianças vítimas de violência sexual no Hospital Pérola Byington, em São Paulo. Em 2007, 805 meninas e meninos de até 12 anos foram encaminhados ao serviço, que recebe, em média, setenta novas crianças por mês e utiliza brincadeiras e desenhos no diagnóstico e no tratamento das pequenas vítimas. Apesar do estigma, ainda existe certa tolerância cultural em determinados meios, em especial quando as pequenas vítimas são muito pobres e os criminosos dispõem de algum tipo de poder. “No Brasil, a pedofilia anda nas colunas sociais, tem mandato, veste toga, tem patente, anda com a Bíblia e reza o terço. É um monstro pior do que o narcotráfico”, alerta, consciente do peso de suas palavras, o senador Malta. O procurador-geral exonerado em Roraima chegou a ter três encontros com menores em um único dia. A polícia documentou sua ida a um motel com uma menina de 6 anos. É quase impossível ler os detalhes do depoimento da criança sem passar mal. Cadeia e execração social parecem pouco para os perpetradores desse tipo de crime, mas são os instrumentos de que a sociedade dispõe para puni-los. Sempre.

Pedofilia internet prevenção

Fonte: Revista Veja

Uso de cocaína e ecstasy estão entre as principais causas de infartos de jovens

A cocaína é a principal droga ligada aos infartos em jovens, embora o ecstasy já comece também a ser apontado como indutor desse episódio, segundo os cardiologistas. O médico Marcelo Knobel explica que, além de espasmo, a cocaína pode causar trombose (o sangue coagula e fecha a artéria) ou lesar a parte interna da artéria, causando inflamação e aterosclerose. “Toda vez que chega um paciente jovem infartado, é obrigatório excluir exaustivamente o diagnóstico de cocaína.”

Isso é importante porque há medicações usadas no infarto, como os beta-bloqueadores, que são contra-indicadas aos usuários de cocaína. Elas podem piorar o quadro de espasmo coronário. “É importante uma conversa franca, sem muita gente do lado, para ele falar a verdade”, diz Knobel.

Há um ano, A.R., 19, sofreu um infarto após passar 14 horas em uma rave, onde havia cheirado cocaína e bebido muito. “Estava com uma vida absolutamente desregrada. Mais faltava do que ia à faculdade, bebia, fumava e cheirava. O coração não agüentou”, diz ele, garantindo que, desde o infarto, está “limpo”. “Quase santo.”

Embora ainda menos freqüentes o ecstasy e outras drogas à base de anfetaminas também podem causar infartos em jovens, segundo um estudo realizado pela Universidade do Texas (EUA). O trabalho avaliou prontuários de 3 milhões de pessoas, com idades entre 18 e 44 anos, hospitalizadas no período de 2000 e 2003 nos EUA.

O Brasil é o quarto maior consumidor de anfetaminas no mundo. Estima-se que 2 milhões de brasileiros, especialmente os mais jovens, façam uso da substância, encontrada principalmente em fórmulas de remédios para emagrecimento e para tratamento de distúrbios psicológicos.

À Folha o médico Arthur Westover, autor principal do estudo, disse que as anfetaminas aumentam a pressão sangüínea dos usuários, além de causar inflamações e espasmos arteriais que limitam a quantidade de sangue que chega ao músculo cardíaco. Ele não recomenda o uso de medicação beta-bloqueadora nesses casos.

O cardiologista Nabil Gorayeb, do HCor, diz que atendeu recentemente a um jovem de 16 anos que sofreu um infarto após o consumo de ecstasy. “Quando a gente vê que é jovem e não tem motivo para ter infarto, temos de usar estratégias, falar que será usado medicamento, que, em interação com dorgas , podem complicar a situação.”

Fonte: Folha de S. Paulo

Pesquisa de opinião para pais, crianças, adolescentes e jovens. Participe!

A SaferNet que promove o uso seguro das Tecnologias da Informação e Comunicação, e cria condições necessárias para garantir a efetiva proteção dos Direitos Humanos na Sociedade da Informação, está fazendo uma pesquisa com internautas. Suas respostas são muito importantes para fazer da rede Internet no Brasil uma porta segura de entrada.

Abordando a temática da sexualidade com nossas crianças: Informação e prevenção

Abordando a temática da sexualidade com nossas crianças: Informação e prevenção

*René Schubert

Quanto ao tema ‘prevenção da pedofilia’, obter informações sobre esta é o primeiro passo. Informar-se, debater e refletir sobre o tema é a primeira forma de prevenção. Só que neste ponto surgem dúvidas nos pais, educadores, adultos de forma geral: como e de que forma abordar o tema da pedofilia com as crianças?

Os adultos se informam, buscam conhecimento e aplicam leis e saberes a partir de seus estudos e vivências. Podem se informar sobre a pedofilia mas e quando a questão é falar sobre pedofilia à criança? Como nomear isto para uma criança?

É, a partir deste ponto percebemos que a questão não se restringe só ao debate da pedofilia, antes disto vem à tona o falar sobre sexualidade com a criança. Assunto considerado pela maioria dos adultos como “difícil e cabeludo”. Por ser considerado desta forma, este acaba não sendo abordado e discutido com as crianças. A família acha que a criança é muito nova e posterga, dizendo que na escola ela estará “mais madura” e será instruída. Na escola, os educadores partem do princípio que a criança já foi instruída em casa e não querem tocar neste assunto “delicado e difícil”, com medo de “excitar e levar a criança a maus pensamentos e comportamentos”. Falar de pedofilia, abuso sexual, que seria um passo posterior, é possível desta forma?

Como explicar a questão do corpo, da intimidade e limites do corpo, do que é público e do que é da privacidade, de toques e carícias, de abuso e contato sexual….sem antes abordar a sexualidade?

Desta forma ninguém toca a “coisa”. A coisa sexual, que é motivo de tantas piadas, brincadeiras, jogos e histórias no universo adulto e paradoxalmente tão negada ao universo infantil. Como se a criança não fosse Sujeito de um corpo, de sensações, de desejo, de questionamentos, enfim de uma sexualidade.

Antes de mais nada é importante definirmos sexualidade: após as descobertas da psicanálise no começo do século passado (especificamente em 1905) a sexualidade mudou um pouco de significado, deixando de ser um sinônimo de ato sexual para abranger todos os movimentos de busca de prazer e satisfação. A sexualidade engloba uma série de excitações e de atividades presentes desde a infância que proporcionam grande prazer na satisfação de uma necessidade fisiológica fundamental (exemplo: respiração, amamentação, função de excreção, toques pelo corpo e milhares de outros).

Inclui-se na sexualidade, fora o próprio ato sexual, toda uma série de excitações corporais, a sensualidade, a curiosidade pelo corpo (próprio e o alheio), a sedução, modos de se pintar e vestir, os jogos sexuais, os comportamentos sexuais e assim por diante. Sexualidade: essa palavra contém em si um erro comumente cometido por nós. Sexualidade não quer dizer apenas o sexo ou ato sexual.

Desta maneira, quando se fala de sexualidade infantil, não se quer dizer ato sexual ou movimentos de sexualidade erótica e/ou pornográfica na criança. A sexualidade infantil é a busca por satisfação, por sensações prazeirosas independentes de ato sexual. Esta busca está inicialmente ligada às sensações corporais e posteriormente às duvidas e questionamentos quanto ao corpo, suas funções, e principalmente, seu surgimento e origem.

Faz parte da opinião popular, quando se fala sobre sexualidade, achar que a mesma está ausente na infância e só despertará no período da vida designado de puberdade. Mas esse não é apenas um erro qualquer e comum, mas sim um equívoco de graves conseqüências, pois é o principal culpado de nossa ignorância de hoje sobre as condições básicas da vida sexual - Sigmund Freud abordou isto em 1905, e mesmo passado tanto tempo, ainda hoje encontramos muitas dúvidas sobre este tema, principalmente quando confrontados com este por intermédio das tentativas e descobertas curiosas de nossas crianças (independente de uma idade maior ou menor). Ainda hoje somos surpreendidos e não acreditamos na sexualidade infantil.

O fato é que ela existe e, cedo ou tarde vai se perfilar frente aos nossos olhos e ouvidos com perguntas insistentes tais como: “Pai, a cadeira tem pipi? Cadê o pipi da Maria? Meninas tem pipi pequeno? De onde veio a Maria? Por que meu pipi fica assim? Mãe por que o meu não é igual o do Pedro? Cadê meu pipi? Como o bebê foi parar dentro da mamãe?” e por meio de tentativas de descoberta corporal pela criança.

A aventura do descobrimento começa já nos primeiros meses, quando o bebê experimenta o prazer de explorar o próprio corpo, e se acentua nos anos seguinte quando sua atenção se volta para o corpo dos pais e de outras crianças.

As descobertas corporais na criança são tão naturais quanto aprender a andar, falar e brincar - todas as crianças passam por essa fase e fenômenos. Mas o adulto nega este acontecimento ou muitas vezes olha para o mesmo como se fosse uma aberração na criança.

Há uma clara incongruência na linguagem sexual do adulto, que é erótica, com a linguagem sexual da criança, que busca prazer por meio da descoberta de seu corpo - a primeira linguagem é genitalizada (adulto), a segunda é sensual (infantil). O adulto interpreta os fenômenos da sexualidade infantil a partir de seu referencial, por isso julga-a erroneamente pela via do erotismo ( FERENCZI,1932).

Na maioria das vezes, a distancia entre a moral do universo adulto e a ausência de pudor infantil resulta em ensinamentos cheios de “tira a mão daí, isso não pode fazer porque é feio, nojento, tem vergonha na cara, que absurdo, me respeite seu safado” - tratar o assunto com a naturalidade que merece é condição fundamental para possibilitar um diálogo aberto e saudável adulto-criança.

Ralar ou castigar a criança com reações extremadas quando esta está descobrindo seu corpo é pior, por que ela dificilmente vai abandonar o que lhe dá prazer, só o fará escondido. Muitas vezes a repressão do adulto é entendida pela criança como se ela fizesse algo muito errado e que fosse sujo ou inadequado. A criança fica com uma imagem deformada do que é a sexualidade e como reagir aos fenômenos de seu corpo. A sexualidade deixa de ser algo natural para tornar-se algo vergonhoso, motivo de receio ou fruto proibido.

E é exatamente por intermédio destas tentativas infantis de descoberta e questionamentos voltados ao seu corpo e origem que o adulto tem a chance de abordar o que é sexualidade humana, suas apresentações, conceitos (do que é adequado, do que é privado, da intimidade) e repercurções.

O homem, sendo um ser Bio-Psico- Social ( é influenciado por fatores biológicos tais como a genética, hereditariedade / fatores psicológicos tais como sua historia pessoal, emoções, sentimentos, caráter entre outros / e fatores sociais como a cultura em que nasceu e regras e leis sociais as quais responde como responsável, como cidadão ), desenvolveu-se desde a infância a partir de suas relações reais e/ou fantasiosas com as figuras materna e paterna ( nisso inclui-se quem faz a função materna e função paterna ). A base de sua segurança e senso de orientação estão nesses primeiros relacionamentos - o olhar e falar do outro traduz e apresenta-lhe a realidade. Sem a presença de outros surgem sentimentos de possível inadequação e insegurança. Todo ser humano adquire grande parte do senso de sua própria realidade pelo que os outros dizem e pensam a seu respeito.

Aquele que representa a figura de respeito e cuidado, o responsável pela criança será o tradutor da realidade para a criança e até para o adolescente - suas intervenções, falas, atos mostrarão ao jovem o que é saudável, o que é inadequado, o que socialmente se espera dele e o que não é aceitado e punido pela lei.

Por isso a função materna e/ou paterna é tão importante: ela direcionara e dará noções sociais e orientações para os movimentos sexuais do infante. Cabe àquele que executa tal função inicialmente escutar o que o a criança tem a dizer sobre suas investigações ou investidas sexuais, para a partir deste momento debater, explicar, conversar sobre o fenômeno.

Falar de sexualidade é difícil e embaraçoso para os pais e, é por esta razão que, a educação sexual nas escolas e a informação adequada disponível na comunidade, exercem um papel tão importante. Mas para que a comunicação com o a criança e o adolescente possa ocorrer, tanto em casa como no meio escolar, deve ser proporcionado um ambiente de compreensão, de sinceridade e de aceitação e respeito pela criança e suas dúvidas, sem fazer julgamentos de valor sobre as mesmas ou recriminá-la por suas questões ou apresentações.

Uma ressalva mostra-se importante: não dispare as informações de uma vez para a criança ou adolescente, esclareça e pontue a partir das dúvidas ou comportamentos apresentados. Se a criança pergunta por que a irmã não tem pipi, não é preciso explicar ato sexual ou gravidez, explique sobre a diferença entre homens e mulheres, meninos e meninas. Responda o que foi perguntado sem muitos rodeios ou elocubrações. Use palavras e expressões que sejam próximas à criança e esteja aberto para as geralmente comuns teorias fantasiosas que a criança lhe apresentar - escute atentamente e depois pontue o que é real do que é fantasioso. A criança coloca suas dúvidas aos poucos e se lha respondemos aos poucos teremos sua confiança e compreensão, agora se a ludibriarmos ou tentarmos explicar cientificamente e verborrágicamente tudo, ela procurará outros meios para satisfazer suas dúvidas e fantasias.

Sintetizando, existe um conjunto de informações muito importantes a serem transmitidas às crianças e aos adolescentes:

1. Conversar sobre sexualidade (órgãos e fisiologia/funcionamento aparelho reprodutor, intimidade corporal, ato sexual, reprodução, gravidez, parto, entre outros), quando isto mostrar-se oportuno ou necessário;
2. Abordar conceitos como intimidade e privacidade;
3. Manter-se informado(a) sobre os movimentos da sexualidade no âmbito nacional e internacional (Exemplos atuais: os relacionamentos casuais, ficar/namorar, aumento nos casos de divórcio e diminuição de casamentos, sexo virtual, Homo-hetero- , Trans- e bissexualidade como formas atuais de busca de prazer, entre outros)
4. Abordar a importância da comunicação e respeito com e pelo(a)s parceiro(a)s;
5. Informar sobre os riscos de saúde da atividade sexual (doenças sexualmente transmissíveis);
6. Esclarecer quais os riscos e conseqüências da gravidez na adolescência;
7. Informar quais os métodos contraceptivos;
8. Explicar onde encontrar mais informação ou procurar ajuda profissional (ginecologista, urologista, sexólogo, psicólogo, etc);

A partir do momento em que o tema da sexualidade for mais tranqüilo e motivo de aproximação entre pais e filhos, o debate sobre temas como os usos que se faz do corpo na modernidade, abuso e assédio sexual, pornografia infantil, e pedofilia fluirá com mais facilidade e sem tantos rodeios, remorsos, banalizações e preconceitos.

*Atua como psicanalista em consultório e a com a reabilitação de crianças especiais no Centro de Reabilitação Recanto Nossa Senhora de Lourdes.

Férias exigem cuidados com crianças nas ruas

Nesse período de recesso escolar, as crianças querem mesmo é se divertir. Sem medir as conseqüências, elas querem mesmo é empinar pipa e jogar bola nas ruas. Para muitos pais, esse período aumenta a preocupação com os cuidados que devem ser tomados para evitar acidentes ou mesmo algum tipo de transtorno.

Com o sumiço do garoto Lucas Pereira, de 3 anos, em São Carlos no último dia 21, é preciso redobrar a atenção e os cuidados com os filhos.
“Sempre cuido dos meus netos e deixo o serviço da casa para depois, para ficar com eles na rua, pois as crianças gostam de brincar no tanque de areia e na balança improvisada por moradores aqui do bairro”, conta a dona de casa Dirce do Carmo da Silva Marconi.

Dirce revela ainda que tem todos os cuidados com as crianças e que sempre as orienta para que não aceite nada de estranhos, tomar cuidado ao atravessar a rua e nunca sair de perto de casa. “Até quando aparece algum caso de criança desaparecida na televisão costumo mostrar para que eles saibam o que pode acontecer, caso não obedeçam”, destaca.

Já Ana Paula Fernandes tem a incumbência de cuidar dos sobrinhos, enquanto os pais das crianças têm que trabalhar. “Eles gostam de empinar pipa na rua e fico sempre de olho, não posso descuidar, na semana passada mesmo uma criança foi atropelada aqui na rua”, revela. “Cuidar de criança é complicado, pois eles não param e é muita responsabilidade”, afirma.

O ideal é levar as crianças para algum lugar específico para brincar, como um playground, tanque de areia e estimular para que as crianças brinquem em casa com atividades que não ofereçam risco, como pintura, desenho e leitura de histórias em quadrinhos e livros infantis.
Quando as crianças não têm acesso a um local adequado, é preciso evitar ruas movimentadas e sempre manter um adulto para acompanhar as brincadeiras e evitar acidentes, ou mesmo rapto de crianças.

Fonte: Jornal Cidade