Brasil Contra a Pedofilia

Em defesa da infância e adolescência

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Novas pistas sobre sumiço de menina de 10 anos na Zona Norte

A polícia divulgou nesta terça-feira o retrato falado da suspeita de ter seqüestrado sexta-feira Ana Paula Pereira Lima, 10 anos, no Barro Vermelho, Zona Norte do Rio. Segundo agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), uma mulher negra, aparentando entre 30 e 40 anos, tentou levar outras duas crianças no bairro com as mesmas características da menina dois dias antes, mas sem sucesso. As três vítimas têm entre 10 e 12 anos, mas aparentam mais idade, com o corpo já em formação.

A descrição da seqüestradora foi feita por meio do depoimento de uma mãe que quase teve a filha levada pela mesma mulher dia 16. Segundo o inspetor da DPCA Jairo Pessanha, a abordagem é sempre a mesma: “Ela sabe tudo das meninas, o nome dos pais, onde moram. Fala que foram escolhidas para serem damas-de-honra de um casamento e que a mãe está esperando para fazer uma prova de roupa”. De acordo com o policial, as informações podem ter vindo de um cadastro para sorteio de bolsas de estudo feito na porta dos colégios alvos da abordagem: Telêmaco Gonçalves Maia, na Praça Ênio, e Amapá, na Rua Torimbá, onde Ana Paula deixou o irmão mais novo.

A testemunha foi à polícia após a divulgação do desaparecimento de Ana Paula, nesta terça-feira, e contou que viu a mulher no portão com a filha quando chegava em casa. Ao ver a mãe, ela saiu correndo. A menina disse ainda para a mãe que a mulher tinha mencionado o nome de uma amiguinha. A criança confirmou que havia sido abordada, mas que fugiu correndo.

Policiais da DPCA investigam ainda com a Delegacia de Homicídios se há outros casos de desaparecimento na área. Quem tiver qualquer informação sobre o caso deve ligar para 3399-3680 ou para o Disque Denúncia (2253-1177).

Fonte: O Dia

Campanha para incentivar a adoção de crianças chega à segunda fase

Resultado da pesquisa afirma que essa é a melhor maneira de ajudar crianças e adolescentes que vivem em abrigos. Apesar disso, apenas 15% das pessoas entrevistadas enfrentariam processo de adoção.

Assista à reportagem do RJTV:

Ministério Público comprova abandono de crianças em abrigos

Um censo realizado pelo Ministério Público estadual revela o retrato de uma infância abandonada nos abrigos do estado. Das 3.732 crianças e adolescentes atendidas, 1.920 (54,6%) estão nas instituições há pelo menos um ano, como informa reportagem de Ruben Berta publicada nesta sexta-feira pelo jornal O Globo.

O número de meninas e meninos que nunca receberam uma visita também é alto: 1.097 (29,4%).
Apesar disso, apenas 249 (6,7%) estão disponíveis para adoção. O levantamento foi baseado num sistema informatizado criado pelo MP para obter informações em tempo real sobre a situação dos abrigados.

- O que percebemos é que o abrigo, que deveria ser uma passagem, tem se tornado uma pseudo-solução definitiva - comenta a promotora Liana Barros Cardoso de Sant’Anna, uma das responsáveis pela implementação do sistema, denominado Módulo Criança e Adolescente (MCA).

Os dados do censo, que tomou como base o dia 30 de maio, mostram ainda que há 522 abrigados (14%) há mais de cinco anos. A perpetuação nessas instituições fere o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê a medida como “protetiva, provisória e excepcional”.

Outro dado que chamou a atenção do MP foi o fato de a pobreza aparecer em segundo lugar entre as causas apontadas para o abrigamento: foram detectados 477 casos (12,8%). O motivo só perde para a negligência, com 535 (14,3%).

Outro dado trazido pelo censo mostra que 563, ou 15,1% dos atendidos pelos abrigos, necessitam de cuidados especiais de saúde. O levantamento por faixa etária mostrou que as crianças entre 10 e 12 anos são maioria nos abrigos: 809 (21,7%). Logo depois vem a faixa de 7 a 9 anos, com 754 (20,2%).

Fonte: O Globo Online

Aumenta o consumo de drogas entres jovens

Relatório divulgado recentemente pela Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o consumo de drogas no Brasil expôs números alarmantes. De acordo com a ONU, jovens têm abusado de produtos ilícitos e lícitos, como o cigarro e o álcool. O documento detalha também um aumento de usuários de cocaína e de maconha no país, principalmente na região Sudeste. Os dados contrariam justamente as ações de prevenção feitas pelo governo federal. Inclusive, a data de 26 de junho de 2008 foi definida como o Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas.

No relatório da ONU, o Brasil tem 870 mil usuários, o segundo maior número das Américas, só perdendo para os Estados Unidos. Entre 2001 e 2005, o consumo de cocaína aumentou de 0,4% para 0,7%, entre brasileiros de 12 a 65 anos. O de maconha aumentou duas vezes e meia, o maior crescimento da América do Sul.

No site da Secretaria de Comunicação Social, o general Paulo Uchôa, secretário nacional Antidrogas, não rebateu os dados divulgados pela ONU. Para ele, é necessário trabalhar na repressão do tráfico de drogas, e no âmbito do consumo é preciso ações articuladas de prevenção, entre todos os setores do governo e da sociedade.

Prevenção
Em Barra Mansa, somente em junho e início de julho foram detidas 11 pessoas por porte de droga para consumo próprio, e sete eram menores de idade. Todos foram autuados no artigo 28 do Código Penal, em que desde 2006 o usuário recebe um tratamento especial, não é mais preso e a ele são impostas penas restritivas, como a prestação de serviços à comunidade.

A coordenadora do programa Construindo Vidas, Eulália Villela, que auxilia adolescentes entre 12 e 18 anos incompletos a deixarem o vício das drogas e do alcoolismo, em uma ONG no bairro Ano Bom, acha que o trabalho de prevenção começou no caminho errado. “Há dez anos a solução era a internação, hoje estamos num nível ambulatorial, já em um estágio prático de inserir o adolescente em atividades esportivas e culturais. Em suma, a prevenção e á essência do tratamento”, garante Eulália.

Para Eulália, é preciso começar na base, conscientizar as crianças sobre os malefícios da droga, com uma linguagem acessível, pois quando o garoto chegar à juventude saberá distinguir o mal social causado pelas drogas. “As crianças precisam aprender o valor de preservar a mente e o corpo. Um indivíduo sadio terá uma participação satisfatória na sociedade, já uma pessoa envolvida com drogas possivelmente abandonará os projetos pessoais”, esclarece.

Especialistas afirmam que existem dois motivos para o aumento do consumo. Primeiro, a maioria dos dependentes químicos não aceita o fato de portarem uma doença incurável e que o tratamento nunca poderá ser interrompido, em segundo, os adolescentes buscam nos entorpecentes as soluções dos problemas.

A falta de limite também é um fator a ser considerado pelos pais. Para psiquiatras, os jovens não sabem lidar com os limites e quando recebem um não buscam nas drogas uma forma de afeto. “O adolescente não tem respeito por si mesmo nem pelo próximo. Eles estão em uma fase muito conflituosa, cheia de descobertas, agem por impulso, até pela falta de amadurecimento. Pois um adulto já tem na prática o desastre da droga, já perdeu família, emprego e dignidade. O jovem não elabora bem as emoções. Então, é uma idade muito complexa, por isso a importância de trabalhar na base, conscientizar a criança desde o início”, informa Eulália.

O trabalho desenvolvido pela ONG Construindo Vidas é uma parceria com a Fundação para Infância e Adolescência (FIA). A idéia é diminuir os índices de usuários e colaborar para uma melhor qualidade de vida dos jovens.

Fonte: Jornal A Voz da Cidade

Menina que recebeu córnea de João Roberto vê o mar pela primeira vez

A córnea foi doada pela família de João Roberto, menino morto por tiros disparados por policiais militares. Sueni Kellen, de 13 anos, visitou a praia do Leme. Ela terá 45% da visão do olho direito.

Assista ao vídeo da reportagem:

Preso foragido da Justiça por estuprar menor, na Baixada Fluminense

Policiais da 64ª DP (Vilar dos Telles) prenderam, nesta sexta-feira, C.A., de 47 anos. Ele estava foragido da Justiça e estava sendo investigado e monitorado. C. havia sido condenado a oito anos de reclusão por estuprar uma menor de idade.

A polícia o localizou na Rua Arlindo Alves Ferreira, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. De acordo com o delegado titular, André Drumond, o mandado de prisão contra C. foi expedido pelo Juízo de Direito da 2ª Vara Criminal do município.

Fonte: Jornal do Brasil

Protesto marca a missa de sétimo dia de João Roberto

João Roberto AmorimCerca de 300 pessoas compareceram na manhã deste sábado, na Catedral de São Sebastião, no centro do Rio, à missa de sétimo dia do menino João Roberto Amorim, que morreu depois de ter sido baleado por PMs no último dia 6, na Tijuca. Os pais do menino, o taxista Paulo Roberto Soares e a advogada Alessandra Soares, demais parentes e amigos da família vestiam camisetas brancas estampadas com a foto de João Roberto. A avó materna do garoto, Cirene Amorim, passou mal ao final da missa e teve que ser atendida.

Antes da missa, cerca de 20 taxistas da cooperativa onde trabalha o pai de João Roberto fizeram um protesto contra a violência, em forma de carreata. Entre os presentes à missa, estava o casal Daniela Duque e Sergio Coelho, mãe e padrasto de Daniel Duque, rapaz morto por um policial militar há duas semanas, à saída de uma boate em Ipanema, zona sul do Rio.

O menino João Roberto Amorim, de três anos de idade, estava no domingo em companhia do irmão Vinicius, de 9 meses, num carro dirigido pela mãe Alessandra. Quando passava pela Rua General Espírito Santo Cardoso, na Tijuca, o veículo foi atingido por 17 tiros, disparados por policiais militares. Eles alegam ter confundindo o carro com o dos assaltantes que perseguiam. Atingido pelos tiros, o menino morreu no dia seguinte, no Hospital Copa D’Or, em Copacabana, zona sul da cidade.

Nesta segunda-feira o Instituto Médico-Legal (IML) deverá encaminhar à 19ª Delegacia Policial, localizada na mesma rua onde ocorreu o crime, o laudo da necropsia da criança. A perícia já constatou que não houve troca de tiros com bandidos, confirmando o que demonstraram as imagens da câmara de segurança de um edifício da rua, ou seja, foram apenas os policiais que dispararam contra o carro.

Fonte: AGÊNCIA BRASIL

Adolescente que recebeu segunda córnea de João Roberto tem alta

Adolescente que recebeu córnea de João Roberto recebe alta do hospital.

A adolescente de 13 anos que recebeu a segunda córnea de João Roberto, que morrreu após ser baleado em operação policial na Tijuca, Zona Norte do Rio, teve alta nesta sexta-feira (11).

A cirurgia de transplante de Sueny Kellen Oliveira da Silva foi realizada na quinta-feira (10), no Hospital de Servidores do Estado (HSE), na Saúde, Zona Portuária do Rio.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde no Rio, Sueny já tirou o curativo e está com quadro de saúde estável.

A adolescente tem um problema congênito de má-formação da córnea devido a rubéola contraída pela mãe na gravidez. Ela será acompanhada nos próximos dias para saber se haverá rejeição. Se tudo correr bem, em um mês ela terá a visão do olho esquerdo recuperada em até 40%.

A outra córnea do menino João Roberto foi recebida por Larissa, de 8 anos. O transplante foi realizado nesta quarta-feira (9), no Hospital municipal de Piedade, no subúrbio. A menina ficou cega de um olho há dois meses, depois de ser infectada por uma bactéria.

Investigação

O delegado titular da 19a. DP (Tijuca), Walter Alves de Oliveira, ainda espera o laudo cadavérico do menino João Roberto, de 3 anos. Ele também aguarda, para esta sexta-feira (11), que o porteiro do prédio que viu a ação dos policiais preste depoimento.

Walter Oliveira também vai pedir o boletim de atendimento médico do menino no Hospital Copa D’Or. Ele quer a descrição dos fragmentos de bala encontrados na roupa da criança.

Fonte: G1

Lançamento do Manual do Pai Adotivo

O lançamento do Manual do Pai Adotivo será comemorado em datas e locais diferentes: no dia 7 de julho, na Associação dos Membros do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro – Amperj, e dia 8, às 18h30, no Bistrô do Museu de Arte Contemporânea – MAC, em Niterói. Com 92 páginas e formato de bolso, o livro escrito pelo promotor de Justiça Sávio Bittencourt expõe questões relativas à adoção, junto com relatos de sua experiência pessoal.

Fundador do grupo de apoio à adoção Quintal da Casa de Ana, o autor revela em sua obra, sem preconceitos ou meias palavras, assuntos de natureza biológica, social e psicológica que envolvem a relação entre filhos e pais adotivos. Além de orientar o público-alvo, o autor propõe o rompimento de paradigmas como o que prega que somente a família biológica é válida. Fala também do sistema caótico de controle da institucionalização de crianças no Brasil e de sua ineficácia.

As análises feitas por Sávio Bittencourt englobam, entre outros pontos, fatores históricos e sociais que levaram a uma realidade de mais de 80 mil crianças e jovens sem família no país, incluindo a questão daqueles que são órfãos de pais vivos, ou seja, que têm os pais por perto, mas que não recebem tratamento ideal de carinho, amor, proteção e zelo devidos.

Fonte: Folha de Niteroi

Crianças sofrem nas ruas da Ilha do Governador

Débora Nascimento

O descaso com crianças e adolescentes pelas ruas da Ilha não é nenhuma novidade, mas o conformismo das pessoas diante deste quadro faz com que as vítimas deste problema social acabem se tornando quase invisíveis para os olhos das autoridades.

Só nesta semana na Estrada do Galeão, dois casos chamavam a atenção dos que passavam nas proximidades. No estacionamento em frente ao Mc Donald’s, uma menina vendia bananada sentada no chão segurando um bebê no colo, ao lado da cabine de saída do estacionamento. Há poucos metros, em frente ao Banco do Brasil, um menino, em plena luz do dia, sem uma das pernas, dormia no meio da calçada, enquanto as pessoas circulavam normalmente.

P. S, 16 anos, vende bananada no bairro desde criança, e depois que teve sua filha precisou mais do que nunca continuar com a venda dos doces, não tendo como continuar seus estudos. Ela mora com o pai de sua filha que também trabalha nas ruas próximo ao estacionamento. “Fiquei grávida por descuido meu, minha mãe sempre me alertava sobre os riscos de engravidar. Mas, agora que minha filha nasceu preciso correr atrás, porque falta dinheiro até para comprar fraldas”, declarou a menor, mostrando a dificuldade que passa com a filha.

O caso da adolescente não se trata de uma moradora de rua, porém P.S é vítima do abandono e descaso dos órgãos competentes. É uma menina que, infelizmente, não tem expectativas quanto ao futuro, e acaba sofrendo as conseqüências pela omissão dos gestores dos programas de inserção social que são oferecidos pelo governo. O exemplo do menino também se trata de uma situação parecida. Os dois vêm de famílias humildes que não possuem renda suficiente para garantir o sustento em casa, e acabam circulando pelas ruas a espera da solidariedade alheia, ficando expostos às críticas, humilhações e discriminação de muitas pessoas.

O Conselho Tutelar foi procurado pela reportagem para esclarecer o que seria feito com a situação dos adolescentes em questão. O órgão informou que só faz visitas ao bairro quando é feita alguma denúncia, em seguida é feito um diagnóstico da situação do menor, a fim de analisar se há necessidade de encaminhar para um abrigo, e encontrar o melhor caminho para o adolescente. De acordo com o Conselho, deveria ser feita uma abordagem aos menores, medida que não é de responsabilidade do órgão.

Enfim, mergulhados na burocracia, o Conselho Tutelar parece não justificar a sua existência na Ilha e deveria passar por uma reestruturação. É um absurdo continuarmos vendo jovens vagando pelas ruas vivendo de esmolas e sem orientação dos órgãos responsáveis pelo amparo social. Assim eles acabam nos sinais de trânsito limpando os vidros dos carros, vendendo balas, fazendo malabarismo e até mesmo se drogando pelas ruas.

Fonte: Ilha Notícias