Um homem de 57 anos condenado a seis anos de prisão por pedofilia foi preso nesta terça-feira (24) na Zona Leste de São Paulo. Ele estava foragido desde 2007.
A polícia chegou ao acusado depois de receber uma denúncia anônima. Ele saía de casa, em Cangaíba, quando foi preso.
Em 2003, o homem foi flagrado abusando de um menino de 10 anos. Ele foi condenado por atentado violento ao pudor.
Uma bancária, desconfiada que a babá maltratava a filha de dois anos e cinco meses, contratou um serviço de circuito interno de TV. As câmeras flagraram as agressões da moça, que pode ser presa.
Nove estudantes que mantinham uma comunidade com ofensas ao professor terão que cumprir medida sócio-educativa. Os pais deles vão pagar indenização de R$ 15 mil.
Na guarda compartilhada, pai e mãe dividem a responsabilidade sobre a criação dos filhos. A obrigação de pagar pensão alimentícia é da parte que não mora com as crianças.
Quando os menores são encontrados nas ruas, podem ser encaminhados para abrigos. Mas a regra não vale para todos. Os meninos assassinados pela madrasta, em Ribeirão Pires, foram levados para casa.
A jovem polonesa A.B., cujo pai foi detido acusado de a ter mantido trancada e de ter abusado sexualmente dela durante os últimos seis anos, em uma relação de incesto da qual teriam nascido duas crianças, revelou nesta terça-feira (9) à imprensa que foi tratada como uma escrava por ele.
“Ele me dizia que tinha direitos sobre mim e ameaçava matar minha mãe e meu irmão pequeno se eu não o deixasse fazer (o que queria)”, afirma a jovem, que atualmente tem 21 anos, em entrevista publicada hoje pelo jornal “Fakt”, na qual reconhece que, durante todo este tempo, se sentiu “como um pedaço de carne”.
“Antes, era uma menina feliz, com sonhos, com esperança, como qualquer adolescente, queria continuar meus estudos e, um dia, sair do campo”, diz.
A mãe de A. sabia de tudo o que acontecia em casa todo o tempo, desde a primeira vez que o marido decidiu exercer “seus direitos” sobre a menina, noite na qual entrou no quarto da jovem para “ouvir um pouco de música”, acrescenta.
“No início, pensei que fosse uma brincadeira, uma bobagem do meu pai, mas depois me machucou, me amarrou, me apertou o corpo com uma das mãos, enquanto a outra arrancava minha calcinha”, lembra A., que diz ter vivido “no inferno” durante seis anos.
“Minha mãe me dizia que escaparíamos, se divorciaria, que tudo acabaria bem, que seguiríamos em frente sozinhas, mas papai era forte demais e nunca permitiu isso”, diz a jovem ao jornal.
“Claro que sabia que tudo estava mal, mas o que podia fazer? Ele me ameaçava, por isso nunca disse nada e fiquei calada. Tinha medo”, disse a mãe à imprensa, enquanto se mantinha atrás da porta de casa.
O calvário de A. começou quando ela tinha apenas quinze anos e seu pai a trancou em um quarto de casa, onde a porta não tinha trinco e era impossível fugir.
A partir daquele momento, de acordo com as primeiras investigações, o homem começou a manter regularmente relações sexuais com a filha, das quais teriam nascido duas crianças, uma em 2005 e outra em 2007, que foram dadas para a adoção por ordem do próprio pai e contra a vontade da mãe.
A câmara dos deputados aprovou o projeto que garante novos direitos para os estagiários, inclusive férias remuneradas. A proposta já passou pelo Senado; agora só falta a assinatura do presidente Lula para virar lei.
A Justiça de Fernandópolis, a 553 km de São Paulo, determinou nesta quarta-feira (13) a prisão preventiva da mulher que deixou a filha sozinha em casa por quatro dias para ir a São Paulo. A menina vai passar por atendimento médico e psicológico.
A mãe da criança abandonada em casa durante o fim de semana pode ser presa a qualquer momento. O juiz da Infância e Juventude, Evandro Pelarin, determinou a prisão baseada no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Código Penal Brasileiro. Daniele Aline Santana vai ser investigada pela polícia e pode responder, na Justiça, por abandono material de incapaz e até lesão corporal.
Segundo o Conselho Tutelar, Daniele viajou para São Paulo e deixou a filha, de seis anos, trancada em casa por quatro dias seguidos. A presidente do Conselho Tutelar do município, Célia Mafra, disse que entrou em contato com Danielle, que afirmou que só deverá retornar à cidade entre esta quinta (14) e sexta-feira (15).
Durante o período em que a criança ficou sozinha, a mãe deixou apenas bolo e água para as refeições. O caso ocorreu em uma casa da periferia da cidade e só foi descoberto porque vizinhos ouviram o choro da menina.
Além de determinar a prisão de Daniele, a Vara da Infância e Juventude decidiu também recolher ao abrigo para crianças a filha mais nova, de dois anos, que está com a mãe em São Paulo. A decisão já foi comunicada ao Conselho Tutelar e vai ser encaminhada à Polícia Militar.
Segundo o conselheiro tutelar Alan José Mateus, a menina de seis anos está no abrigo desde domingo (10) e recebe atendimento médico e psicológico. E, de acordo com a conselheira Célia Mafra, as duas irão para o orfanato Nosso Lar, em Fernandópolis.
“Impotente”
Três dias após a filha ter sido encontrada trancada sozinha dentro de casa em Fernandópolis, a mãe dela, Daniele Aline de Santana, de 24 anos, negou que tenha abandonado a menina e disse se sentir “impotente” diante da situação.
Em entrevista por telefone ao G1, a mãe da criança disse que soube do que tinha acontecido por uma vizinha. “Minha vizinha me ligou dizendo que o Conselho Tutelar tinha ido lá em casa e pego minha filha”, disse.
A dona-de-casa conta que viajou com sua outra filha, de 2 anos, e o padrasto das duas crianças para São Paulo. “Viajei junto com meu esposo. Ele é caminhoneiro e veio entregar uma carga em São Paulo e levar outra. Ele não conhece nada por aqui e eu já morei na cidade. Então, para ele não acabar se perdendo, eu vim junto.”
Daniele afirma que viajou na madrugada do domingo, “e não na quinta-feira (7), como estão dizendo por aí”. Segundo ela, ao falar da viagem, a filha de 6 anos teria dito que não queria ir e preferia ficar na casa da tia, que de acordo com a mãe, mora perto, para não faltar às aulas.
“Ela tinha liberdade. Ela pegava a bicicleta e ia para a casa da minha tia, ia para escola sozinha. Ela tem conhecimento. Ela não é uma criança pequena bobinha, é bem esperta. Disse que ia para a casa da minha tia para ficar indo para escola com o primo dela e eu acreditei. Mas ela acabou não indo, não sei por quê”, disse.
Tia
Apesar de ter falado para a filha ficar com a tia, Daniele conta que não conseguiu falar com a mulher. “Não consegui avisar, mas pensei: quando minha filha chegar lá, ela vai saber que eu não estou aqui e vai deixar a menina ficar lá. Fiquei sossegada porque ela já ficou lá várias vezes”, disse. Daniele conta que dava para a filha ir andando para a casa da tia. “É uma coisa rápida. Ela ia de bicicleta.”
A dona-de-casa só conseguiu falar com a tia no domingo à noite, quando a mulher ligou para ela para perguntar o que estava acontecendo. “Ela disse que meu advogado tinha ido atrás dela.”
A filha ir ficar com a tia foi o motivo alegado por Daniele para justificar também a falta de comida em casa. “Não tinha comida porque ela ia ficar na casa da tia. Ela (a filha) me disse: mãe, vou comer esse bolo que tem aqui e depois vou para a casa da tia.”
Sobre a perda da guarda de um outro filho, que atualmente vive na Bahia com o pai, Daniele disse que essa também foi uma história mal contada. “Não tem nada de perda de guarda. Eu passei a guarda para o pai dele. Eu já tinha me separado dele, morava com minha tia, estava grávida dessa de 2 anos, com a de 6 anos (que foi encontrada trancada em casa) e do outro menino. Ele não pagava pensão. Eu morava de favor. Começou aquela pressão na minha cabeça. Então eu acabei ligando para o Conselho Tutelar e pedindo para o pai assumir a guarda.”
Com relação a uma outra ocorrência de abandono, registrada pelo Conselho Tutelar de Fernandópolis em novembro de 2007, Daniele disse que também foi um mal entendido. “O que aconteceu é que eu estava trabalhando. Eu saia às 12h30 e ela saia do colégio às 12h. Eu não sei bem se ela estava brincando. Só sei que ela caiu lá em casa e começou a chorar. Os vizinhos ouviram e chamaram o conselho. Quando eles chegaram, eu cheguei junto e expliquei tudo.”
Os pais do bebê D.B., de dois anos e dois meses, que foi fotografado por telefone celular com cigarro na boca e revólver na mão, S. É. P. S., de 23 anos, e G. L., de 22 anos, foram presos na Delegacia da Criança e do Adolescente, em Teresina, capital do Piauí. As fotos e o vídeo da criança imitando ações violentas e de vício foram encontradas no celular de S., na última quarta-feira, quando ela foi presa com o atual namorado, C. J. C. L., de 18 anos, por suspeita de tráfico de drogas. Numa das fotos, o menino aparece no colo dele, com um cigarro na boca. Em outras duas, aponta um revólver calibre 38 para a câmera do aparelho e usa uma corrente grossa semelhante aos dos cantores e músicos de rap.
S., que foi liberada após a primeira detenção, admite que as fotos foram feitas com seu telefone celular, mas não por ela:
- Eu vi que estavam fotografando, mas não percebi a gravidade.
A criança estava desde a manhã de ontem na casa da avó paterna. O pai, G. L., disse não ter responsabilidade pelo ocorrido:
- Não moro mais com a mãe de meu filho.
A juíza Maria Luíza Freitas determinou que a criança fosse encaminhada para um orfanato mantido pelo governo do Estado.