Brasil Contra a Pedofilia

Em defesa da infância e adolescência

PM suspeito de matar menina se entrega no Maranhão

O soldado J.C.R., suspeito de atirar em uma menina de 8 anos em Igarapé do Meio, interior do Maranhão, no domingo (20), se entregou nesta terça-feira no quartel da Polícia Militar em Pindaré Mirim. Ele estaria embriagado quando fez disparos para conter uma confusão. A garota foi atingida na cabeça e morreu na hora.

O policial militar estava à paisana quando foi avisado sobre uma briga no local. Uma pessoa teria sido esfaqueada durante a briga, e o policial atirou diversas vezes para tentar acertar o suspeito da facada. Um dos tiros atingiu a criança.

Os moradores reagiram à morte da garota com violência, quebraram e atearam fogo na delegacia, onde funciona a cadeia, e na Câmara de vereadores. De acordo com a Sesec (Secretaria de Estado de Segurança Cidadã), ao menos nove presos fugiram da cadeia durante a confusão. Na fuga eles roubaram armamentos da delegacia.

A Sesec diz que os parentes dos presos fugitivos informaram à delegacia regional que os detentos vão retornar à cadeia.

Outras cinco pessoas foram presas durante a confusão por vandalismo. Ramos teria uma conduta ruim e já responde por processo administrativo.

Outros casos

No último dia 18, a menina Maria Eduarda Ramos de Barros, 9, morreu em Recife após um tiroteio entre policiais e assaltantes. Testemunhas disseram que os policiais militares, acionados para atenderam a ocorrência de assalto, começaram a troca de tiros. Os PMs que participaram da ação foram afastados.

No dia 28 de junho o estudante Daniel Duque, 18, foi morto com um tiro disparado pelo soldado Marcos Parreira do Carmo na porta de uma boate, em Ipanema (zona sul do Rio). Carmo fazia a segurança de outro rapaz, filho da promotora de Justiça Márcia Velasco.

Em outra ação desastrosa, no dia 6 de julho, o menino João Roberto Amorim, 3, foi morto com três tiros disparados por dois policiais militares que atiraram contra o carro da família na Tijuca (zona norte), durante uma suposta perseguição.

A estudante Rafaele Ramos Lima, 20, morreu no no dia 13, em Porto Amazonas (PR), durante uma perseguição policial em Porto Amazonas (PR). O carro onde ela estava com um amigo foi confundido com um veículo suspeito e foi atingido por vários disparos. A jovem, que estava no banco do passageiro, morreu com um tiro na cabeça.

Refém de um assaltante, o administrador Luiz Carlos da Costa, 36, foi morto com tiros disparados por PMs em São Cristóvão (zona norte do Rio), na segunda-feira (14) passada.

Fonte: Folha on line

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Ex-inspetor do caso Madeleine acusa os McCann em livro

O ex-inspetor da Polícia portuguesa Gonçalo Amaral, que investigou o desaparecimento da menina britânica Madeleine McCann, afirma em um livro que a criança morreu e seus pais, Kate e Gerry, são suspeitos de simular o seqüestro e ocultar o cadáver.

O principal responsável pela investigação, que foi afastado do caso em outubro por criticar a polícia britânica e que se aposentou pouco depois, com apenas 48 anos, inclui em seu livro uma longa relação de comportamentos suspeitos dos pais e de seus amigos e defende a hipótese de uma conspiração para esconder a morte da menina.

O livro Maddie — A Verdade da Mentira, que será apresentado nesta quinta-feira pelo ex-policial, defende também que um casal irlandês identificou Gerry McCann como o homem que estava com uma menina nos braços na noite do episódio, em 3 de maio de 2007, perto do apartamento no sul de Portugal onde Madeleine desapareceu.

Os pais da menina britânica saíram da condição de suspeitos na última segunda por decisão da Justiça portuguesa, e o caso foi formalmente arquivado pela Procuradoria do país.

O ex-inspetor diz também que “existem indícios de negligência na custódia e segurança dos filhos” por parte dos McCann, que deixaram sozinhos Madeleine, de três anos, e seus filhos gêmeos de dois anos, enquanto saíam para jantar com um grupo de amigos.

Em um relato pormenorizado dos fatos e da investigação policial ao longo de 216 páginas e oito folhas de anexos, Amaral diz que a menina morreu ao cair acidentalmente de um sofá do apartamento onde estava de férias com seus pais, imóvel no qual foram detectados vestígios de seu sangue e marcas de seu cadáver.

O ex-investigador português denuncia pressões políticas e interferências diplomáticas no caso e, apesar de elogiar o trabalho das equipes de britânicos que ajudaram a polícia portuguesa, lamenta a falta de colaboração do Reino Unido no momento de proporcionar testemunhos e evidências e inclusive nas análises de DNA realizadas em um laboratório de Birmingham.

Os resultados destes testes, nunca revelados oficialmente, identificavam que 15 de 19 marcadores podiam pertencer a Madeleine, segundo Amaral, que admite as dúvidas na hora de os atribuir exclusivamente à menina ou a outros membros da família, mas que se queixa da demora e da confusão dos relatórios.

Os restos biológicos enviados para o Reino Unido foram encontrados em roupas e objetos pessoais dos McCann, no apartamento e em um automóvel que o casal alugou quase um mês depois do desaparecimento de Madeleine.

Ao longo de seu relato, Amaral descreve a frieza e muitos detalhes aparentemente comprometedores que mostraram os pais durante a investigação, assim como as contradições entre seus testemunhos e os de seus amigos na noite do episódio. Inclusive assegura que outro casal de médicos britânicos de seu mesmo círculo informou à polícia britânica de um comportamento estranho, durante férias em Mallorca, do pai de Madeleine e de seu amigo David Payne em relação a Madeleine e de outra menina.

Payne, que segundo Amaral organizou também as férias do grupo no Algarve, e Jane Tanner, cujo testemunho de ter visto o suposto raptor de Madeleine considera falso, aparecem no livro como os amigos mais suspeitos dos McCann.

O ex-investigador defende que suas teorias sobre o episódio são “simples e fundamentadas em indícios” e estão baseadas no estudo do local, que tem certeza que foi alterado e preparado para ocultar a verdade.

O ex-inspetor admite que muitas evidências que poderiam ser importantes foram perdidas, pois a polícia não fez um trabalho adequado logo após chegar ao apartamento e outras por falta de colaboração no Reino Unido. Também reconhece que a pressão que os investigadores portugueses sentiram diante de um caso com tanta repercussão na imprensa lhes inibiu de vigiar os pais desde o primeiro momento.

“Há um cadáver não localizado, constatação validada pelos cães ingleses e corroborado pelos resultados preliminares de laboratório” afirma como conclusão.

O terceiro ex-suspeito no caso, o britânico Robert Murat, também perdoado pela Promotoria, acabou envolvido — revela — depois que Jane Tanner o reconheceu “sem duvidar” como a pessoa que viu naquela noite perto do apartamento com uma menina nos braços.

Fonte: Agência EFE

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Cadela salva recém-nascido abandonado em MG

Um recém-nascido foi salvo na madrugada desta quarta-feira por uma cadela após ter sido abandonado em um lote vago na cidade de Santo Antônio do Monte, região centro-oeste de Minas Gerais (MG), a 185 quilômetros de Belo Horizonte.

A cadela mestiça Xuxa se tornou a atração do bairro Nossa Senhora de Fátima por ter encontrado e arrastado até a calçada a caixa de papelão em que o bebê estava. O menino foi encontrado sujo de sangue e ainda com o cordão umbilical.

De acordo com vizinhos, a dona da cadela, Maria Luzia Campos, de 27 anos, acordou com os latidos do animal. Estranhando o comportamento de Xuxa, a mulher decidiu abrir o portão.

A cadela saiu em disparada, atravessou a rua e entrou no lote vago, de onde saiu puxando pela boca e empurrando com o focinho a caixa de papelão.

Quando percebeu que se tratava de uma criança, Maria Luzia chamou o vizinho Valdeci Antônio da Silva, de 35 anos, que acionou a Polícia Militar (PM).

Na opinião de Valdeci, a ação da cadela foi providencial para a sobrevivência do bebê.

— A gente não sabe quanto tempo a criança ficou lá no sereno. Estava bem frio aqui e se não fosse a cadela, não tínhamos achado naquela hora e ela podia não ter sobrevivido — disse.

Maria Luzia contou que só quando chegou perto da caixa de papelão conseguiu escutar o choro do recém-nascido.

O bebê foi levado para a Santa Casa da cidade, onde permanecia internado. Seu estado de saúde é considerado estável, segundo a psicóloga Janaína Machado.

O recém-nascido chegou ao hospital com 44 centímetros e pesando 2,620 quilos. Ele passou por uma incubadora e depois foi colocado em um berço aquecido.

O menino passará por todos os exames clínicos e iniciou uma dieta nutricional. A Polícia Civil informou que vai instaurar inquérito para investigar o caso. Não há informações sobre o paradeiro da mãe.

Fonte:
Diário Catarinense

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Apae de Garuva descarta abusos dentro da escola

A única escola que atende crianças e adultos portadores de necessidades especiais em Garuva, região Norte de Santa Catarina, rebate as acusações sobre os três supostos casos envolvendo alunos e ex-alunos de abuso sexual.

Diretores e professores da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) da cidade prestaram depoimento à polícia sobre os casos. A direção acha improvável que as agressões tenham ocorrido dentro da instituição.

As denúncias de possíveis casos de violência sexual contra três pessoas — duas crianças e uma mulher — abalaram o funcionamento da escola. A atual presidente da Apae de Garuva, Vera Lúcia de Farias Pabst, diz que a escola vem passando por grandes dificuldades, principalmente para manter-se com ajuda de doações.

— A cidade é pequena e os comentários são que os fatos ocorreram dentro da escola. Isto é um absurdo! — comenta.

A direção chamou a reportagem de “A Notícia” para esclarecer as acusações. As denúncias foram publicadas por “A Notícia” e pela “RBS TV” no início deste mês e não acusaram a Apae ou qualquer funcionário da escola.

A atual diretora, Sanny Neves Stonoga, aponta que é praticamente impossível alguma ação ter ocorrido dentro de alguma sala de aula. Segundo ela, duas pessoas — um professor e um estagiário — ficam com os alunos e as portas nunca estão fechadas. A maioria dos alunos estuda no período da tarde. Apenas um grupo de nove crianças estudam no período da manhã. Nenhuma das três vítimas ficaria, segundo a Apae, em período integral.

— Ninguém mais do que a Apae pretende saber a verdade e descobrir o que está acontecendo. Pelos profissionais que aqui trabalham, pela seriedade do nosso trabalho, acho difícil que algo tenha acontecido dentro da escola — reafirma a diretora.

A direção da Apae descartou que irá afastar algum funcionário, que estaria sendo investigado pela polícia. Os diretores já prestaram depoimento em inquérito que apura abusos sexuais em um menino de sete anos.

A diretora Vera Pabst reconhece que no segundo caso, envolvendo uma menina de 10 anos, a própria escola denunciou o fato à Polícia Civil. O terceiro episódio envolvendo uma mulher de 34 anos foi revelado na semana passada.

A ex-diretora Eliane Ferreira Flores, que comandou a escola no ano passado — quando teriam ocorrido as agressões —, também rebate as informações do possível envolvimento de algum funcionário.

Monitoramento 24 horas na escola

A Apae foi monitora 24 horas por um circuito interno de TV instalado à pedido da Justiça de Garuva. O caso é mantido em segredo de Justiça, mas a direção da escola descobriu o fato depois que o circuito foi retirado na semana passada. Segundo a direção, as imagens não teriam flagrado nenhuma ação irregular dos funcionários.

A delegada Gisele Costa investiga os três casos, mas prefere não comentar detalhes da apuração. Para cada episódio há um inquérito policial distinto. O do menino de sete anos, o inquérito foi entregue no início de junho no Fórum de Garuva sem apontar prováveis autores do crime.

A promotora Priscilla Albino resolveu devolvê-lo à polícia para novas apurações. A juíza de Garuva, Denise Nadir Enke, ordenou no início deste mês um novo laudo pericial na criança de sete anos, além de um estudo sócio-familiar.

Há nove meses a polícia investiga episódios semelhantes ocorridos contra as duas crianças portadoras de necessidades especiais, que não falam e não andam. Até agora, as investigações não chegaram a nenhuma conclusão e as mães reclamam da lentidão da polícia e do Ministério Público. As crianças estudavam na mesma escola e faziam o mesmo roteiro todos os dias.

Assista ao vídeo da reportagem

Fonte: Diário Catarinense/RBSTV

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Menina de 12 anos denuncia o próprio pai por abuso sexual

Depois de dois anos sofrendo abusos sexuais do próprio pai, uma menina de 12 anos resolveu quebrar o silêncio e contar tudo à polícia. Acompanhada de uma tia, ela foi à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) na terça-feira (22/07) e relatou com detalhes o tormento que vivia desde os 10 anos. “A menina chegou a um ponto em que não agüentava mais”, comentou a delegada Alessandra Maria de Castro.

Segundo o depoimento da adolescente, o pai, de 51 anos, ameaçava matar toda a família e depois cometer suicídio caso ela contasse para alguém as vezes em que tentava fazer sexo com ela. A menina estudava pela manhã e passava o resto do dia com ele, desempregado, na casa onde moravam em Sobradinho II.

À polícia, o pai confessou o crime e disse se considerar um monstro. Comentou ter desejo sexual pela menina e que, por isso, a tratava como mulher, não como filha. Ele está preso e responderá por tentativa de estupro e atentado violento ao pudor. Para cada um dos crimes, poderá pegar de seis a 10 anos de prisão, mas a pena pode ser agravada pelo fato de ele ser pai da vítima.

A menina, que revelou ter pensado em tirar a própria vida por causa da situação, receberá tratamento psicológico e passará por exames para saber se está grávida. A mãe contou que o marido tinha muito ciúmes da filha, mas que jamais suspeitou dos abusos. Ela e os outros dois filhos do casal — de 10 e 16 anos — também terão acompanhamento de psicólogos.

Fonte: Correio Brasiliense

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Solto homem que filmava partes íntimas de crianças

Nem o Código Penal Brasileiro, nem mesmo o Estatuto da Criança e do Adolescente conseguiram tipificar como crime o ato bizarro cometido por um homem de 54 anos nesta segunda-feira. Ele filmava, sem ser percebido, nádegas, peitos e pernas de crianças e adolescentes enquanto estas andavam no shopping popular Oiapoque, no Centro de Belo Horizonte. O homem foi detido por um segurança que percebeu a situação e acionou a polícia.

O suspeito foi encaminhado para a 21º Delegacia Distrital de Polícia, onde afirmou que utilizaria o material ‘apenas’ para se masturbar. Segundo o delegado Augusto César de Araújo, não foi possível manter o homem preso, pois ‘ele não cometeu nenhum crime, já que estava filmando em local público e não divulgou as imagens’.

A câmera usada para fazer as filmagens foi apreendida e poderá ser recuperada pelo homem mediante apresentação da nota fiscal da mesma. A Polícia Civil investigará se ele já divulgou ou divulgará imagens de crianças e adolescentes na internet.

Fonte: UAI/Estado de Minas

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Preso suspeito de pedofilia em Ribeirão das Neves

Um serralheiro de 40 anos foi detido na manhã desta terça-feira em Ribeirão das Neves, na Grande BH, suspeito de pedofilia. De acordo com a Polícia Militar, o homem dava pássaros de presente a um menino de 12 anos que, em troca, tinha que fazer determinadas carícias no suspeito enquanto assistia filmes pornográficos em sua companhia.

O homem foi denunciado pela mãe do garoto que começou a desconfiar da origem dos pássaros que o filho levava para a casa. Na residência do serralheiro os militares encontraram diversos DVD’s pornôs e 23 aves da fauna silvestre, que ele supostamente daria para o menino.

Segundo o cabo Ronildo Angêlo, do 40º Batalhão da Polícia Militar, o suspeito afirmou que tudo que ele fazia era em comum acordo com a vontade da criança. Ele foi encaminhado para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad) que investigará a existência de outras possíveis vítimas do homem.

Assista ao vídeo:

Fonte: UAI/TV Alterosa

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NY acusa Comcast de não combater pedofilia

O promotor que pressionou provedores de serviço de internet (da sigla em inglês ISPs) para bloquearem o acesso a conteúdos pedófilos disse na segunda-feira (21/07) que abrirá um processo contra a Comcast caso ela não se ajuste ao código de conduta de Nova York.

No mês passado, ISPs como a Verizon Communications, a Sprint, a AOL, a AT&T e a Time Warner Cable concordaram em impedir o tráfego em sites que disseminavam pornografia infantil. A Comcast, entretanto, não se dispôs a tomar as mesmas medidas.

Em comunicado, a empresa alegou que está cooperando com o advogado e que em breve deve assinar o código de conduta. A Comcast também mencionou um acordo que mantém com a indústria de TV a cabo e advogados de 48 estados a favor do combate à pedofilia.

O promotor de Nova York acusou a Comcast, o segundo maior ISP dos Estados Unidos, de continuar se esquivando de realizar as mudanças necessárias para eliminar a pedofilia da internet. Segundo ele, se a Comcast não assinar o código em até cinco dias, ele abrirá um processo contra a provedora.

Fonte: INFO Online

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Advogado pede adiamento do julgamento de promotor acusado de molestar as filhas

O advogado Welton Roberto, responsável pela defesa do promotor da Vara da Infância e da Juventude de Anadia, Carlos Fernando Barbosa de Araújo, solicitou ao Tribunal de Justiça de Alagoas o adiamento do julgamento de Carlos Fernando, acusado de abusar sexualmente da filha – desde os 12 anos – e de uma enteada de 13 anos de idade.

O julgamento, cujo relator é o desembargador Orlando Manso, aconteceria nesta terça-feira, dia 22, no Pleno, mas foi adiado para a próxima terça-feira, dia 29, uma vez que o advogado Welton Roberto alegou que iria participar de duas audiências na 17ª e 8ª Vara Criminal da Capital.

O promotor, que durante a fase processual foi autorizado a ver a filha apenas com a supervisão de parentes, não compareceu ao Tribunal de Justiça de Alagoas. Sua ex-mulher, no entanto, Elizabeth Pereira, foi ao pleno e demonstrou frustração com o adiamento do julgamento.

Carlos Fernando Barbosa de Araújo foi denunciado pela filha e enteada por abuso sexual. A filha natural do promotor disse que começou a ser molestada com 12 anos, e apenas aos 24 teve coragem para denunciá-lo.

Informações obtidas junto a familiares dão conta que o promotor teria se submetido a uma plástica facial, para dificultar a sua identificação. Vítimas e familiares realizaram uma verdadeira via-crúcias para levar o promotor ao banco dos réus, inclusive com a realização de panfletagens e manifestos.

Em contato com a reportagem do Alagoas24horas, Elizabeth Pereira disse que confia plenamente na Justiça de Alagoas e na condenação de Carlos Fernando. “Quando ele for condenado servirá de exemplo para outras vítimas e acusados”, defende.

Fonte: Alagoas 24 Horas

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O papel do educador diante da agressividade, violência e comportamento anti-social

Christiane D’Angelo Fernandes e Maria Fernanda Souza*

O papel do educador vem passando por um intenso processo de modificação nas últimas décadas, reflexo de constantes mudanças na sociedade, gerando novos desafios, demandas, instrumentos facilitadores e também inúmeros obstáculos. Um dos principais desafios encontrados pelo educador está no comportamento do aluno. De atitudes inadequadas a conflitos diretos com colegas de classe e professores, surgem algumas das maiores preocupações vivenciadas pela escola atualmente.

Problemas no estabelecimento e na manutenção da disciplina, aumento de atitudes agressivas, atos violentos, transgressão de regras, violação dos direitos alheios, entre outras manifestações anti-sociais no ambiente escolar, evidenciam importantes desajustes na relação educador/aluno. O educador diante de tal situação necessita conhecer as causas e conseqüências destes problemas para, então, buscar soluções e evitar o agravamento e a disseminação deste padrão de comportamento, passando do âmbito individual para o coletivo.

Diversas são as causas destes problemas, entre elas: frágeis referências morais, distorção de valores, questões familiares (dificuldades no estabelecimento de limites, regras, dinâmica familiar comprometida, violência doméstica etc.), problemas culturais, barreiras sócio-econômicas, conflitos emocionais do próprio educando, problemas de saúde mental do educando e/ou de familiares, comprometimento cognitivo ou dificuldades de aprendizagem.

Os problemas de saúde mental, cognitivos e de aprendizagem pouco são considerados como causas efetivas de comportamentos agressivos, mas sua interferência no padrão de comportamento de crianças e adolescentes vem sendo cada vez mais evidenciada por profissionais de saúde mental.

As dificuldades do aluno não são o único fator gerador de tais problemas. As condições emocionais e profissionais do educador também interferem no agravamento ou possibilitam a diluição dos problemas citados. Outro fator relevante é a ausência ou insuficiência de infra-estrutura e de recursos materiais, sociais e educacionais necessários para o pleno desenvolvimento do processo educativo. Recursos estes que deveriam ser garantidos pelo sistema educacional.

As conseqüências geradas são incalculáveis. O enfraquecimento da relação aluno/ educador, falhas no processo educativo, perda do referencial de autoridade no ambiente escolar e o inquestionável agravamento das barreiras encontradas por todos os envolvidos neste processo são apenas as mais evidentes. Tal é a gravidade destes problemas que estas conseqüências não se limitam ao ambiente escolar, mas se traduzem em sérios reflexos sociais.

Diante da multiplicidade de causas e conseqüências, seria insensato falar em soluções “mágicas”, especialmente a curto ou médio prazos. O que deve ser buscado gradualmente é a identificação dos fatores causais, o fortalecimento dos agentes implicados em todo o processo, a ampliação dos espaços e possibilidades de reflexão e discussão, buscando a melhoria das condições de ensino.

O que eu, professor, devo fazer?

  • Procure motivar o aluno pela busca do Saber;
  • Evite confronto com a criança ou adolescente;
  • Promova o diálogo e valorize os esforços e conquistas do aluno;
  • Promova também uma reflexão entre os alunos sobre questões que envolvam comportamentos e conflitos;
  • Não se esqueça da importância do seu papel como educador: você pode ser o agente transformador no desenvolvimento de seus alunos.
  • As “armas” do professor

    Na prática, o educador dispõe de alguns recursos importantes. O fortalecimento emocional e profissional garantem melhores possibilidades em sua atuação diária. Seu auto-conhecimento promoverá um melhor controle de situações de conflito. Neste processo, uma importante estratégia é a de potencializar sua capacidade em motivar seu aluno e despertar seu interesse pela busca do saber, oferecendo novas possibilidades de adquirir conhecimento e superar barreiras.

    Evitar o confronto direto com o aluno é fundamental para preservar qualquer possibilidade de reestruturação de um relacionamento já comprometido. Para isto, é importante que o educador perceba que a manifestação agressiva, em geral, não tem como causa o próprio educador ou qualquer divergência pessoal por parte do aluno, mas é um reflexo das barreiras encontradas por este em seu desenvolvimento emocional, cognitivo e social.

    Ajudar o aluno a potencializar seus recursos internos, valorizar qualquer possibilidade de esforço ou conquista, promover o diálogo e buscar ajuda externa, quando a situação demonstra sinais de agravamento, são algumas das ferramentas que o educador dispõe. Além disso, o professor pode gerar uma reflexão entre os alunos sobre as questões que envolvem comportamentos, conflitos e atitudes inadequadas, possibilitando o envolvimento dos jovens na construção de soluções. Faz parte da missão do educador e da instituição de ensino garantir às possíveis vítimas de atitudes agressivas o suporte necessário para a solução de problemas.

    Outra importante solução é a adoção de políticas públicas que fortaleçam e desenvolvam a atuação do educador e ofereçam melhores condições de ensino e de vivência no ambiente escolar, visando a diminuição do descompasso existente entre a vivência contemporânea e a realidade vivenciada em sala de aula.

    Muito há que se pensar sobre soluções e caminhos para que o ambiente escolar possa realmente oferecer a alunos e profissionais as condições adequadas para o pleno desenvolvimento do processo educativo. Um ponto deve ser fortemente valorizado e explorado: a importância do papel do educador, não apenas diante de comportamentos inadequados, como também diante da possibilidade de tornar-se um agente transformador no desenvolvimento de seu aluno.

    Tal importância foi claramente evidenciada pelo professor e psicopedagogo Celso Antunes no texto “O sagrado e o profano na missão do professor”, que diz: ”a certeza de que possui uma profissão imprescindível, de que de sua ação no cotidiano se constrói o mundo em que se viverá. A imensa fé e crença de que sem professores uma sociedade não inventa médicos ou engenheiros, não faz surgir arquitetos ou mecânicos… O verdadeiro professor não pode ser guiado pela frieza de uma visão somente profana, mas também não pelo idealismo ingênuo de ser manipulado por sua crença autêntica…”.

    A afirmação nos leva a refletir sobre a grandeza e a complexidade do papel do educador, sobre os desafios a que é submetido diariamente, sobre a necessidade de sua capacitação e atualização constantes, sobre a influência de suas ações e sobre a cautela necessária em sua atuação.

    Outra importante solução é a adoção de políticas públicas que fortaleçam e desenvolvam a atuação do educador.


    *Christiane D’Angelo Fernandes é educadora, coach e diretora-executiva do SINAL – Socialização da Infância e Adolescência Laborada; Maria Fernanda Souza é Pedagoga e Psicomotricista do SINAL

    Fonte: Portal Pró-Menino

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